A cada dois minutos morre um brasileiro vítima de doença cardíaca

A cada dois minutos morre um brasileiro vítima de doença cardíaca

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A cada dois minutos morre um brasileiro vítima de doença cardíaca. Os problemas do coração já são responsáveis por mais de 300 mil mortes ao ano no país, representando 30% do total. Além de dramática, esta estatística inclui um dado ainda mais preocupante: as chamadas cardiopatias ocorrem em pessoas cada vez mais jovens: em uma década, dobraram os casos em jovens de 20 a 40 anos de idade.

“As doenças do coração matam duas vezes mais que o câncer”, acrescenta Celso Amodeo, especialista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, de São Paulo.

Pressão arterial alta (hipertensão), excesso de gordura abdominal, colesterol ruim (LDL) elevado e tabagismo são reconhecidos pela comunidade médica global como os principais responsáveis pelo preocupante aumento das doenças cardiovasculares em todas as partes do planeta.

De acordo com o cardiologista Victor Bonfim, “as cardiopatias são doenças que acometem primariamente o coração, por exemplo hipertensão, doenças renais, tabagismo. O que podem levar ao infarto do miocárdio”

A prática de exercício físico sem supervisão, também é um fator determinante e que leva a casos de morte. “Toda prática precisa ser avaliada pelo profissional”, orienta Victor.

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Pesquisa mostra eficiência de diuréticos na prevenção da hipertensão

Um estudo realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE) e em outros 20 centros de pesquisas em dez estados do Brasil comprovou a relação do uso de diurético com prevenção da hipertensão. O estudo multicêntrico “Prever”, teve a coordenação dos pesquisadores Sandra e Flávio Fuchs, do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA).

Segundo a pesquisa, a combinação dos diuréticos clortalidona e amilorida reduziu em 44% os riscos de uma pessoa pré-hipertensa (com pressão arterial entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9) desenvolver a doença (quando a pressão é superior a 14 por 9). No geral, o estudo acompanhou 1.800 pessoas, que foram divididas em dois grupos. Um deles foi medicado com a combinação de diuréticos (com metade da dosagem), enquanto o outro fez uso de placebo.

Fases do estudo– Em relação à prevenção, foi constatado que 44% das pessoas pré-hipertensas inseridas no agrupamento que usou os diuréticos não desenvolveram a hipertensão. “Os pacientes que utilizaram a combinação de diuréticos durante os 18 meses tiveram uma redução na pressão arterial de 2,3 mmHg, quando comparados aos que usaram a losartana (a droga mais prescrita para hipertensão no mundo).

É um resultado muito significativo e ainda prova que a losartana não se mostrou protetora em reduzir a perda de proteína (microalbuminuria) pelos rins do subgrupo de diabéticos do Estudo Prever”, alerta Hilton Chaves, professor de cardiologia da UFPE e coordenador da Clínica de Hipertensão do HC, que apresentou recentemente os resultados dessa pesquisa no Congresso Internacional de Cardiologia, em Dubai, no Emirados Árabes.

A segunda fase da pesquisa “Prever”, relativa ao tratamento, comprovou que, com a dose completa da combinação de diuréticos, os pacientes com hipertensão leve (de 14 por 9 até 14,9 até 9,9) tiveram a sua pressão reduzida num índice de melhora superior, quando comparado com os medicamentos Bloqueadores do Receptor da Angiotensina II (BRAs) prescritos em larga escala, como losartana, valsartana e candesartana, que atuam no controle da hipertensão e na proteção aos rins. Os preços da combinação de diuréticos são inferiores aos dos remédios BRAs.

Coração protegido– Inédito no mundo, o estudo chegou a outra conclusão importante: a diminuição da massa do coração, um indicativo da melhora do estado do órgão, constatada após o tratamento com a combinação de diuréticos. “Com a análise dos eletrocardiogramas no início e no final do estudo, percebemos a redução da massa do ventrículo esquerdo, o que é muito bom, pois mostra que o coração reagiu ao quadro de hipertensão”, explicou Chaves. Com a pressão alta, o órgão tem um aumento prejudicial de seu volume por causa do esforço desenvolvido para bombear o sangue.

Luva robótica para o coração auxilia no tratamento de doentes-  O dispoditivo, operado hidraulicamente e moldado, foi inspirado na arquitetura cardíaca, ele contrai, assim como o coração, em dois sentidos distintos, provocando um deslocamento de líquido-fisiologicamente, de sangue do ventrículo esquerdo para a aorta, o mais calibrosa vaso do corpo humano.

A luva de 0,5 mm de espessura, somada àquela do órgão que pode já não estar em bom estado, pode fazer a ejeção de sangue retornar ao nível considerado fisiologicamente normal. Até o momento, houve testes in vitro e em suínos.

Seis porcas, que pesavam entre 60 kg e 75 kg, que foram utilizadas. Após um ataque cardíaco, o aparelho foi instalado no coração de duas delas, e permitindo que cientista coletassem os dados e avaliassem a eficácia do robô maleável.

Após duas horas, os cientistas removeram o aparelho do local e aproveitaram para investigar se havia algum tipo de rejeição, reação inflamatória e formação de um indesejado tecido cicarticial.

Fixação da luva- O dispositivo que fixa na luva na ponta do coração. A parede de órgão ficou bastante inflamada nessa região, o que levou os cientistas a tentarem, amenizarem o problema. O gel, atóxico, não diminui a função do aparato. A solução encontrada foi usar uma espécie de hidrogel para diminuir a fricção entre a luva e o órgão.

Luva cardíaca- A dinâmica da contração muscular cardíaca foi um dos desafios a trajetória do sangue dentro do órgão é complexa, e, até então, os dispositivos existentes não conseguiam trabalhar em harmonia com o órgão que os recebiam. Havia uma espécie de interação destrutiva entre as duas funções e o dispositivo tinha de exercer muita força. Outro diferencial do aparelho é a capacidade de realizar um fino ajuste na força exercida no volume ejetado, apenas mexendo na arquitetura dos componentes.Com possibilidade de programar o robô para que ele funcione apenas quando necessário, como no caso de uma queda de pressão sanguínea.

O futuro- Os testes em humanos ainda devem demorar um bocado, talvez anos, segundo Ellen. Primeiro é necessário testar o dispositivo por um período longo em animais, para conhecer os efeitos de longo prazo em um organismo vivo. Só depois disso devem começar os primeiros testes humanos. Essa luva cardíaca pode ter uma participação importante na cardiologia. Dispositivos robóticos flexíveis são idealmente adaptados parta interagir com tecidos moles.

patricia e victor bonfim

Ouça abaixo a entrevista completa de Victor Bonfim ao Saúde no Ar:

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