Hidronefrose: anomalia afeta 5% dos recém-nascidos

Hidronefrose: anomalia afeta 5% dos recém-nascidos

Apesar de ser um achado relativamente comum nas ultrassonografias pré-natais, a hidronefrose é uma doença pouco conhecida. Considerada uma anomalia congênita que afeta até 5% dos recém-nascidos, ela consiste na dilatação do sistema coletor renal, pode afetar um ou ambos os rins e, geralmente, está relacionada a um processo de maturação insuficiente que pode ou não persistir após o nascimento. 5% dos nascidos vivos na Bahia são acometidos pela doença.

Em 2019, esse número foi de 9.861 recém-nascidos, dentre os 197.224 nascidos vivos na Bahia. Em 2020, dos 101.891 bebês nascidos vivos, 5.100 bebês apresentam a hidronefrose. Ao procurar um profissional experiente e de confiança para conduzir o caso da melhor maneira possível, a família do recém-nascido no qual o problema foi identificado na gestação é orientada a realizar, logo após o nascimento do bebê, a ultrassonografia das vias urinárias, para confirmar e classificar o grau de hidronefrose. A partir do resultado deste exame, são definidas as condutas necessárias para cada paciente. Vale destacar que a maioria dos casos de hidronefrose detectada no pré-natal não possui significado clínico e, por isso, a família não precisa criar uma ansiedade excessiva.

Segundo o urologista geral e pediátrico Leonardo Calazans, o diagnóstico da hidronefrose pode ou não ter um significado patológico, mas “a situação costuma gerar muita ansiedade para os pais e para os médicos que realizam o pré-natal”. Ainda de acordo com o especialista, identificar o problema precocemente e conduzir o tratamento adequadamente, conforme orientação médica, é fundamental. “Assim que o bebê com hidronefrose nasce, ele deve passar por um urologista especializado, pois pode ser necessário um tratamento imediato. Na maioria das vezes, porém, são necessários exames que permitam uma melhor avaliação da situação, a fim de orientar a escolha terapêutica. Se negligenciado ou não tratado adequadamente após o nascimento, o problema pode se agravar por meio de infecções urinárias, perda da função renal e até mesmo, nos casos mais graves, situações que podem colocar a vida do bebê em risco”.

Quando a dilatação é leve, o bebê segue acompanhado e dificilmente terá que se submeter a uma cirurgia. “O risco temido é o de desenvolvimento de uma infeção urinária que, se diagnosticada e tratada adequadamente, tem um bom prognóstico, com baixa probabilidade de causar lesão renal. Se a criança com hidronefrose apresentar febre, irritabilidade, vômitos ou urina com cheiro fétido, a família deve suspeitar de uma infeção urinária e procurar o seu médico assistente com brevidade”, orientou Leonardo Calazans.

As melhores condições das consultas neonatais ajudam no diagnóstico e, consequentemente, na busca por tratamento precoce ou acompanhamento.

O assunto foi tema do Programa Excelsior Saúde desta quarta-feira (26.08). A conversa foi com  Leonardo Calazans, urologista geral e pediátrico, Preceptor de urologia das Obras Sociais Irmã Dulce e Hospital Estadual da Criança. Diretor do Núcleo de Urologia do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica -IBCR.

O Excelsior Saúde, acontece das 9 às 10h com transmissão pela Rádio Excelsior AM 840. Acompanhe pelo site: https://redeexcelsior.com.br e participe pelo telefone 71 – 3328-7666 e whats app (71) 9-9681-3998. Acesse todos os conteúdos do programa através do Portal: https://www.portalsaudenoar.com.br/. Esperamos você, participe e amplie seus conhecimentos.

 

Send a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *