Saúde ou doença? Uma questão de atitude

Saúde ou doença? Uma questão de atitude

Dias cansativos, nenhuma possível mudança de rotina, esperar que o tempo faça o que deve ser feito. Atitudes passivas causam desgaste corporal e mental, mas de que forma é possível mudar de vida? Muitas vezes sair da zona de conforto é a solução. Retomar um sonho, buscar momentos de prazer, assumir a responsabilidade pela vida. Saúde ou doença? Uma questão de atitude foi o tema do Saúde em foco desta quarta-feira (22), Patricia Tosta, entrevistou Graciela Chatelain, Psicóloga Social fundadora do Centro Interdisciplinar de Estudos Grupais Enrique Pichon-Rivière – CIEG, a Assistente Social, Alessivânia Mota e a atual presidente do CIEG, Maria Isabel Carvalho.

Segundo Graciela, há muitos instrumentos que podem ajudar uma pessoa a ter uma vida mais saudável, a atitude de mudar é uma delas. “Isso é muito mais interessante do que essa atitude cotidiana de ‘vou caminhar hoje e não vou mais, vou mudar de alimentação e não vou mais’ por outro lado, como existe um compromisso político e social que se faz necessário para poder ajudar essa atitude subjetiva e isso se complementa. Integrar o pensar, sentir e agir é outro caminho. Quem integra promove saúde, quem desintegra abre espaço para doenças” concluiu.

Para a Assistente Social, Alessivânia, além da questão subjetiva o estudo Pichoniano que é o campo teórico da psicologia social fala também das determinações que inclui a saúde e doença nas pessoas “Pensar saúde não é pensar na ausência de doença, uma pressão 12 por 8, uma glicemia de 92, mas o que é que leva essa descompensação da pressão, quais são as condições de vida que levam ao problema? Somos campeões em transtorno de ansiedade segundo a OMS”

Além do desejo de mudar é preciso levar em conta a condição de cada indivíduo. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade em todo o mundo, sendo o quinto em casos de depressão. Segundo o levantamento 9,3% dos brasileiros possui um desses transtornos. A depressão afeta 5,8% da população. 

Maria Isabel ressalta que é possível a retomada de sonhos e que independe da idade. Ainda existem muitas possibilidades o CIEG, traz a proposta do Existempo “O projeto irá começar em março para reinventar a terceira idade. A nossa terceira idade não é igual a das gerações anteriores, nós temos possibilidades muito maiores. Justamente esse projeto visa conectar as pessoas, em especial os aposentados ou quem está em pré-aposentadoria com essa ideia de retomar um sonho da juventude, de fazer escolhas, de iniciar novas atividades”.

Para levar o entendimento sobre atitude dentro da Psicologia Social Pichoniana o CIEG realiza evento gratuito nesta quinta-feira (23). A palestra vivencial “Adaptação ativa à realidade e a promoção da saúde psicossocial, uma atitude cotidiana”, será ministrado pela Psicóloga Social, Graciela Chatelain, e faz parte das atividades do Janeiro Branco. Entrada gratuita. No sábado (25) o CIEG, promove a oficina “Serviço Social e Grupo Operativo: Uma Proposta de Intervenção em Saúde Mental”. O encontro terá coordenação da Assistente Social, Alessivânia Mota. O evento acontece das 8h às 13 horas, com investimento de R$100. Veja calendário completo em: Agenda CIEG

Conheça o CIEG

O Centro Interdisciplinar de Estudos Grupais Enrique Pichon-Rivière – CIEG, foi fundada em 1990, como uma organização não governamental, sem fins lucrativos. O projeto é uma iniciativa de diversos profissionais de áreas distintas em aprofundar a compreensão nas práticas em grupo. O projeto tornou-se Centro em maio de 1995.

O CIEG desenvolve ações na área de Psicologia Social para o trabalho com grupos operativos para vários setores da sociedade. Desenvolvendo também, atividades internas com o da institucional da Escola de Psicologia Social de Argentina, com a qual mantém intercâmbios e parcerias.

Formação em Psicologia Social Pichoniana

A formação em Psicologia Social oferecida pelo CIEG, garante especialização e aprendizagem usando o modelo teórico-metodológico, criado e desenvolvido pelo Psiquiatra, Psicanalista e Psicólogo Social Argentino: Dr. Enrique Pichon-Rivière. O modelo Esquema Conceitual, Referencial e Operativo da Psicologia Social e na Técnica de Grupos Operativos – ECRO, propõe à construção de uma Atitude Psicológica para Coordenar Grupos Operativos.

A Formação habilita para desenvolver atividades e realizar intervenções em Instituições ligadas à Saúde, à Educação, à Recreação, à Religião, à Criatividade, à Família, às Organizações de Trabalho, às Necessidades Comunitárias, à auto-ajuda e outras formas de inter-relações sociais. A formação tem início previsto para o próximo mês de março, já o curso “Aprender a Aprender” acontece mensalmente na sede do CIEG em Salvador.

Próximos eventos:

Palestra Vivencial

Dia: 23/01 às 18h30

Tema: “Adaptação ativa a realidade e a promoção da saúde psicossocial, uma atitude cotidiana”

Facilitadora: Graciela Chatealin, Psicóloga Social

Veja agenda completa no site: http://ciegepr.org.br/

Centro Interdisciplinar de Estudos Grupais Enrique Pichon-Riviére

Rua Belo Horizonte, 102 – Ed. Manuel Laureano Campos Casal, 5º andar – Sala 501 Jardim Brasil – Barra, Salvador – BA, 40140-380

Tel: 3245-4034/ 99902-3643

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E-mail: [email protected] WebSite: http://ciegepr.org.br/

Veja entrevista completa em: Saúde no Ar

Veja também: Cuidado com a Saúde Mental de Educadores e Educandos

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Por: Joice M Araujo

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