O poder da fé

 Você é aquilo que você acredita. Você é do tamanho da sua fé

A fé se caracteriza por uma crença, sem qualquer prova palpável, que faz a pessoa crer em uma Força Suprema, sendo por isso considerada a primeira das virtudes teológicas. É a fé que nos faz crer na Providência Divina, a ponto de esperar cegamente por milagres, a todo momento, do nosso cotidiano. Acredite nos milagres, sim, mas não dependa deles. Até porque os que acreditam no impossível tendem a ser mais felizes. Nunca é demais lembrar o preceito secular: “faça a sua parte e o céu lhe ajudará”.

Pessoalmente, como praticante e adepto da competência emocional, recomendo a adoção do pensamento positivo e do otimismo, pois esta atitude mental infunde confiança, enquanto o pessimismo infunde desespero. Todavia, é prudente, diante das adversidades profissionais e pessoais, que se prepare para o pior, mas que espere sempre pelo melhor. Agindo com otimismo, a pessoa já começa ganhando, enquanto o pessimista já começa perdendo. Embora o bordão popular diga que: a fé não costuma falhar, recomendo que você acredite sempre em um final feliz, mas faça tudo para que aconteça. Nisto consiste o que chamo de OTIMISMO REALISTA, em oposição a um otimismo vazio.

Na atualidade, não se discute mais, o valor do pensamento positivo na resolução dos seus problemas. Aqui é importante que a sua fé seja sem vacilo, pois – ao contrário de S.Tomé, que falou que era preciso ver para crer, o segredo está no reverso: você precisa é crer para ver.  Venho constatando isso, a quase trinta anos da prática clínica da Medicina Psicossomática, em particular na minha atuação como psicoterapêuta. Foram inúmeros os casos de clientes que me chegaram resistentes à psicoterapia, apresentando descrença no tratamento psicológico e/ou medicamentoso, e que tão logo passaram a dar crédito de confiança ao profissional e fé no resultado da terapia, obtiveram os resultados desejados. Muitos passaram a ser clientes satisfeitos e a propagadores da eficácia do método, contribuindo para mudar uma idéia errônea – ainda existente em uma minoria da população, de que “terapia é coisa de maluco” , quando sabemos que é o oposto, é de quem não quer ficar maluco. Além de trazer à tona os sofrimentos secretos do cliente, em um ambiente protegido, e desdramatizá-los, a terapia pode também o ajudar a tomar decisões importantes, empoderando-o, ou seja, restituindo-lhe o poder em situações de risco. A fé em si mesmo é um ingrediente importante, e pode ser um diferencial nas situações de risco, pois se você nada arrisca, estará certamente se arriscando, mais ainda do que imagina. Se alguém atingiu uma determinada meta – tida e havida como improvável – é porque acreditou em todas as possibilidades. Aliás, já se disse que ninguém pode fazer o impossível, mas é divertido fazer o improvável.

Na vida prática, toda e qualquer crença ou fé é um pensamento, que gera sentimentos, os quais promovem condutas.  Está comprovado que, os nossos comportamentos estimulam o aparecimento de sentimentos, os quais induzem pensamentos, que podem ser positivos ou negativos, realistas ou fantasistas, pessimistas ou otimistas. Se não for implementada uma ação, a intenção pura e simples é insuficiente, inócua e vira mera “falação”. 

O que precisa, mesmo, é que o pensamento desejoso de fazer algo, seja seguido por uma ação concreta, para se converter em uma realização efetiva.

 

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