Divergência: Eficácia da cloroquina, verdade ou mentira

Divergência: Eficácia da cloroquina, verdade ou mentira

De acordo com publicação da revista Veja, 37 cientistas de varias partes do mundo, dizem que os estudos já publicados sobre o uso da cloroquina e hidroxicloroquina estão equivocados. Ainda segundo a revista  a pesquisa liderada por Marcio Watanabe, professor do departamento de Estatística da Universidade Federal Fluminense; a carta aberta diz que os trabalhos criticados envolveram periódicos renomados como: Annals of Internal Medicine; Clinical Infectious Diseases e New England Journal of Medicine. Esses estudos testaram o uso da hidroxicloroquina em adultos com Covid-19 em fase inicial da doença (não hospitalizados, portanto) e concluíram que não foi observado benefício no uso da medicação entre os pacientes. “Vimos limitações nas interpretações dos dados, que acabaram interferindo negativamente nas conclusões relacionadas aos sintomas”.

De acordo com os autores da carta; os dados dos ensaios randomizados sobre tratamento precoce em pacientes não hospitalizados publicados até agora mostram, na verdade, efeitos favoráveis nos grupos que receberam a terapia; principalmente nos pacientes de maior risco, como os idosos, onde a ação foi até três vezes maior do que nos jovens.

A publicação caminha contra outras diversas publicações sobre os perigos do uso de medicamento sem eficácia comprovada; especialmente para pacientes que já possuem outros problemas de saúde e idosos. Anteriormente publicada no The new England Journal of Medicine a pesquisa de Ensaio randomizado de hidroxicloroquina como profilaxia pós-exposição para Covid-19, revela que o uso da cloroquina ou hidroxicloroquina após a exposição de alto risco ou risco moderado ao Covid-19;  não preveniu a Covid-19 ou confirmou a infecção quando usada como profilaxia pós-exposição a doença.

Outras Pesquisas

Além disso, uma das pesquisas citadas pelo veículo, feita realizada pela Escola de Medicina de Havard e publicada em maio na revista Lancet. O estudo concluiu que o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina em pacientes com o novo coronavírus; mesmo quando associados a outros antibióticos, aumenta o risco de morte por arritmia cardíaca em até 45% nos infectados pela covid-19. A pesquisa foi feita com 96 mil pacientes.

Os medicamentos fazem parte do kit covid-19, distribuído por algumas cidades brasileiras para prevenção do novo coronavírus, indo contra o alerta de diversas entidades de saúde nacionais e internacionais. Um dos casos mais recentes do uso do medicamento  foi a cidade de Porto Feliz .Mesmo com todos os alertas dos órgãos de saúde para utilização e distribuição em massa do kit- covid, e os muitos alertas para o tratamento precoce do novo coronavírus.

Estudo publicado em julho,com a participação de 55 hospitais brasileiros concluiu que  hidroxicloroquina isolada ou associada a azitromicina não funcionam contra a Covid-19; relembre.

Divergências

Anteriormente, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde, recomendou o tratamento precoce contra a covid-19. A pasta defende o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina para todos os casos, dos mais leves aos mais graves, mesmo sem comprovação científica. A Sociedade Brasileia de Infectologia (SBI), enviou nota alertando para os riscos de tratamento precoce. Segundo comunicado “Várias destas divulgações que circulam nas mídias sociais são inadequadas, sem evidência científica e desinformam o público”. A nota ainda defende que  tratamento para os pacientes seja feita de forma individual conforme necessidade do paciente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda alerta que ainda não existem medicamento que usados de forma precoce impeçam o desenvolvimento da doença. A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) também emitiu nota, referente as publicações do uso de medicamento sem a devida prescrição medica “Redes sociais não são textos médicos e, com frequência, transmitem informações infundadas, impulsionadas por interesses obscuros”, destaca comunicado da SBPT.

Segundo as organizações e sociedades de saúde, o Código de Ética Médica proíbe a divulgação fora do meio científico de tratamentos ou descobertas que não sejam reconhecidas cientificamente por órgão competente.

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