Rússia disponibiliza novas informações sobre vacina

Rússia disponibiliza novas informações sobre vacina

Nesta quinta-feira (20/08), governo russo divulgou alguns resultados de pesquisa similares a vacina fabrica no país. As publicações têm a finalidade de demonstrar o histórico de pesquisas com adenovírus; os ensaios clínicos, a segurança comprovada desta tecnologia bem como suas aplicações no combate a outras doenças.

De acordo com o país, chamada de Sputnik V, o imunizante russo usa dois adenovírus de resfriados comuns, o Ad26 e o Ad5, para produzir a resposta imune no organismo. Esse material genético viral, quando liberado na célula do paciente, induz à produção da proteína S; o que por de acordo como estudo, induz uma reação de defesa do organismo na forma de anticorpos anti-Sars-CoV-2.

A vacina criado pelo Instituto Gamaleya com apoio do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês), está em fase 1/2 de ensaios clínicos, embora no site da OMS (Organização Mundial da Saúde) conste apenas a solicitação da primeira fase. O Ministério da Saúde russo afirmou, no entanto, que iria começar a fase 3 com 2.000 pessoas ainda em agosto, o que levou à desconfiança por parte de especialistas internacionais pela falta de dados sobre as fases 1 e 2 de estudos clínicos.

Acompanhe a pesquisa

De acordo com o governo terá uma divulgação dos resultados das próximas fases, nas próximas semanas. Em entrevista coletiva com jornalistas nesta quinta-feira, o executivo do RDIF, Kirill Dmitriev, anunciou o início de testes em mais de 40 mil voluntários para analisar a eficácia, a ação imunizadora e a segurança do fármaco em diversos países.

Ao mesmo tempo, as autoridades russas publicaram no website sputnikvaccine.com informações sobre outras drogas e vacinas com adenovírus desenvolvidas mundo afora nos últimos 30 anos. De acordo com o governo russo; devido à tradição no uso de adenovírus humanos para produção de imunizantes, mais de 20 mil voluntários, distribuídos em mais de 250 ensaios, já participaram de estudos com essas vacinas, frente a 7.000 pacientes divididos em 67 ensaios para as vacinas de adenovírus de chimpanzé e 10 mil voluntários em 165 ensaios que avaliaram vacinas feitas com mRNA.

 

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