Centenário do Prof. Jorge Novis

Geraldo Leite

Ana Silva Milhazes, Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais, deste Distrito sede do Termo da Comarca de Cachoeira, no Estado da Bahia, na forma da lei, etc, certifica a todos que a presente Certidão virem, e dela conhecimento tiverem, que em meu Cartório existe um Livro de Registro de Nascimento número 9. Revendo-o, nele encontrei às folha 122 verso, sob número de ordem 222, uma anotação do teor seguinte: aos vinte e dois dias do mês de janeiro de 1919, neste Distrito da Cidade de Cachoeira do Estado da Bahia, compareceu Dr. Francisco Moniz Barreto de Aragão Júnior, e em presença das testemunhas abaixo nomeadas e assinadas disse que no dia 21 de janeiro de 1919, às doze e meia horas, no Engenho Campina, nesta Cidade, nasceu Jorge Augusto Novis, de cor branca, sexo masculino, filho legítimo de Dr. Aristides Novis…
… “baiano de Cuiabá onde por acaso nasceu, porque seu pai, Dr. Augusto Novis, baiano nato, ilustre médico da Armada, para Mato Grosso se dirigira e ali fixara residência…”, acrescentou Jayme de Sá Menezes em seu livro “Palavras de Ontem e de Hoje”, publicado em 1993.
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Entre carícias e folguedos o pequeno Jorge cresceu no Engenho Campina e de tal modo viveu que, em meio às atribuições de sua vida trepidante, certo dia versejou:

“Era assim o engenho do meu Pai.
A terra fértil em que vim à luz.
Cresci sempre integrado a seu destino,
Como braços sem os quais não existe a cruz”.
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A escolha da profissão não foi difícil. Como aconteceu com seu neto, Paulo Novis Rocha, se indagassem, diria: “A genética e o ambiente familiar, certamente, devem ter contribuído para que a minha decisão para a Medicina se fizesse com naturalidade”.

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