Após alta: 25% dos pacientes intubados com covid-19 morrem por sequelas

Após alta: 25% dos pacientes intubados com covid-19 morrem por sequelas

Estudo desenvolvido em parceria de hospitais brasileiros, revela que no período de 6 meses depois da alta hospitalar; 25% dos pacientes que estiveram intubados com covid-19 morreram. Contudo, pacientes internados que não precisaram de ventilação mecânica, a mortalidade cai para 2%.

A pesquisa, que teve resultados parciais divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo neste domingo (21.fev.2021); teve desenvolvimento pelos hospitais Albert Einstein, HCor e Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa; bem como o Brazilian Clinical Research Institute e da Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva.

Dessa forma, as instituições monitoraram pacientes por meio de ligações telefônicas feitas a cada 3 meses depois de saírem da internação. De acordo com os dados preliminares a taxa de nova hospitalização de pacientes internados com covid-19 chega a 17%. Já entre os que foram intubados, o índice chega a 40%.

Além disso, os pesquisadores ressaltam que 20% dos pacientes intubados ainda não tinham voltado a trabalhar 6 meses depois da alta hospitalar, enquanto apenas 5% dos que não precisaram de respiradores seguiam sem exercer suas atividades profissionais no mesmo período.

De acordo com o estudo, entre as sequelas, destaca-se a incidência de transtornos mentais. Os relatos apontam que 22% dos pacientes disseram sentir ansiedade, 19% depressão e 11% estresse pós-traumático.

Ainda assim, os pacientes que tiveram a forma grave da doença; relatam a chamada “síndrome pós UTI”, caracterizada por fraqueza muscular e redução da capacidade física. O trabalho considera resultados obtidos no monitoramento de 1.006 pacientes, com idade média de idade 52 anos. O tempo médio de hospitalização foi de 9 dias, sendo que 1/4 dos pacientes precisou de intubação.

 

 

Campanha Vidas Importam 

Veja também: ONU: 2021 pode ser ano do “tudo ou nada” para salvar planeta de crise ambiental

Send a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *