Técnicos da Anvisa recomendam reprovação da importação da vacina Sputnik V

Técnicos da Anvisa recomendam reprovação da importação da vacina Sputnik V

De acordo com tecnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), durante analise nesta segunda-feira (26); a agência recomenda a reprovação da importação da vacina Sputnik V para o combate à pandemia de covid-19. Segundo a analise existe uma falta de documentos para a aprovação. Além disso, eles falaram sobre os possíveis riscos da vacina russa à saúde.

Com reunião extraordinária para cumprir a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF); que deu um prazo de 30 dias para que a Anvisa decidisse sobre o uso da vacina. Dessa forma, inspetores da agência viajaram para a Rússia no dia 16 de abril para coletar mais informações sobre o imunizante.

Contudo, ao longo dos últimos meses, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), informou que entraria com uma ação no STF solicitando a liberação de 5,87 milhões de doses da vacina Sputnik V pela Anvisa. Além disso, o consorcio nordeste também se preparava para compra do imunizante.

Por meio das redes sociais, o governador afirmou que “a Sputinik V já é utilizada em cerca de 60 países, com eficácia de 91,6%. Iremos a todas as instâncias possíveis para que as vacinas que adquirimos cheguem o mais rápido possível para imunizar nossa população”.

A Sputnik V utiliza tecnologia de vetor viral: um outro vírus, denominado cientificamente como adenovírus, carrega o material genético do Sars-CoV-2 para dentro do corpo humano, o que estimula a infecção de células humanas, e consequentemente de anticorpos, mas sem a reprodução do vírus. Por isso, não causa doença.

Com o atraso da análise pela Anvisa, o Brasil vai perder 2 milhões de doses da Sputnik V que chegariam ao Brasil até o fim do mês. Segundo o governador do Piauí, Wellington Dias, “infelizmente, o Brasil vai perder a oportunidade do recebimento do lote de abril da vacina Sputnik V. A demora da licença de importação se deve à burocracia por parte da Anvisa e à burocracia de exigências que não estão previstas na lei. A lei prevê que seja apresentada a certificação por uma agência reguladora internacional. Isso foi feito pelos estados e ainda temos a exigência de uma série de outros documentos”.

O secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, afirmou que a entidade protocolou na última sexta-feira (23), uma série de documentos solicitados pela Anvisa para a liberação da vacina.

 

 

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