Maior parte do consumo de energia no agronegócio é gerada no campo

Maior parte do consumo de energia  no agronegócio é gerada no campo

A agronegócio é um dos pilares centrais da economia brasileira e, ao longo dos anos, vem ampliando a adoção de novas tecnologias para ampliar sua produtividade e tem se tornado mais eficiente e competitivo no cenário internacional. Outro fator que tem contribuído para esse aumento de produtividade e competitividade é o baixo impacto ambiental e a perspectiva de sua redução continuada. Uma das soluções que podem contribuir para a ampliação da sustentabilidade ambiental no agro é uma maior adoção da energia solar para a produção agrícola.

“A maior parte do consumo de energia no agronegócio é gerada no campo, onde a irradiação solar é mais abrangente. Essa percepção leva-nos a pensar que, no Brasil, uma política de ampliação da autoprodução de energia elétrica com base em usinas solares, é muito adequada. E, seria até mesmo uma estratégia que deveria ser suportada por uma política do Estado Brasileiro”, avalia o engenheiro, físico e doutor em energia Demóstenes Barbosa da Silva, presidente da BASE Energia Sustentável.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o setor de agronegócio responde por cerca de 30% de toda a energia consumida no mundo. No Brasil, conforme o Balanço Energético Nacional, elaborado sob a coordenação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), o agro nacional, que produz cerca de um terço de todo o volume de produtos agrícolas do mundo, consome cerca de 4% de toda a energia comercializada no país.

Segundo Demóstenes Silva, esses números demonstram a eficiência do agro brasileiro no que tange o consumo de energia. “Mas, o segmento tem ainda muito espaço para se modernizar, incorporando novas tecnologias e processos industriais, o que implica em aumento do consumo de energia. Assim, a energia solar pode ser um fator determinante para manutenção e, até mesmo, para a ampliação da sustentabilidade do setor no país”, pondera.

O preço da energia solar já é bastante competitivo em relação a outras fontes energéticas. E, há a perspectiva de reduções continuadas desses valores. Um exemplo é o custo dos módulos fotovoltaicos; cuja competitividade frente a outras tecnologias de fontes renováveis de energia está aumentando a uma velocidade muito rápida. Um estudo da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA) fez uma projeção dos custos médios da eletricidade gerada a partir da fonte solar em 2025; tendo por comparação o ano de 2015 e o resultado foi que a redução pode chegar à razão de 41%. Quanto à eficiência, ao longo do tempo, esse aumento pode chegar a 5,3% ao ano.

Outro benefício da fonte solar é a modularidade. “A tecnologia solar se adequa a todos os portes e projetos. A consolidação crescente do mercado de módulos fotovoltaicos com características de comodity facilita ainda mais essa expansão”, afirma o presidente da BASE Energia Sustentável.

Além disso, a distribuição razoavelmente uniforme da irradiação solar no campo é uma característica que confere um benefício adicional: a diminuição da necessidade de linhas de transmissão. “Essa distribuição associada à característica de seu aproveitamento modular; por meio de módulos fotovoltaicos que podem ser conectados em conjuntos série-paralelo, permite a possibilidade de composições de diferentes tamanhos, em quase todos os lugares”, explica o engenheiro.

Desse modo, é importante que os produtores rurais ou indústrias contem com uma consultoria ou empresa especializada no segmento para fornecer o projeto assertivo que resulte em reais benefícios. A BASE, por exemplo, contribui para a implementação desses projetos de energia solar projetando arranjos, fazendo o “procurement”; construindo e fazendo montagens eletromecânicas, sempre compatibilizando soluções que incorporem os mais avançados arranjos de engenharia, e tecnologias disponíveis.

Contudo, existem barreiras para uma rápida implementação de usinas solares no campo. Demóstenes Silva enumera dois grandes desafios, sendo o primeiro: simplificar e fortalecer as regras que estabelecem o direito dos autoprodutores que tenham plantas solares; de acessarem os sistemas de distribuição e transmissão, para escoar a energia gerada no campo.

“O segundo é o desafio de ter e dispor de fontes de recursos e respectivas contratações na modalidade “project finance”; na qual as garantias na contratação de recursos é a própria energia gerada, e as instalações da planta solar, permitindo assim que bons projetos; desenvolvidos por empresas de pequeno porte, ou autoprodutores que disponham de área e condições favoráveis, tenham maior chance de implantarem seus projetos, em uma competição em base técnica”, finaliza o presidente da BASE Energia Sustentável.

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