Julho verde: prevenção ao câncer de cabeça e pescoço

Julho verde: prevenção ao câncer de cabeça e pescoço

Lise Barreto (2)O “Julho Verde”, assim como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, é um período voltado para a conscientização sobre câncer, nesse caso, na região da cabeça e do pescoço.  O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no dia 27 de julho. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), que vem há 50 anos buscando o melhor para a prevenção e tratamento da doença, promove durante todo o mês de julho atividades de conscientização e informação no combate a este tipo de câncer.

Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe (onde é formada a voz), esôfago, tireoide e seios paranasais.Segundo levantamento do Inca, o câncer de boca, laringe e demais sítios é hoje o segundo mais frequente entre os homens, atrás somente do câncer de próstata. Nas mulheres, prepondera o câncer da tireoide, sendo o quinto mais comum entre elas.Outro alvo também atinge fumantes e pessoas que fazem uso frequente de bebidas alcoólicas. Porém é cada vez mais frequente o diagnóstico da doença em indivíduos jovens (menores que 45 anos), sem a exposição a estes fatores, com tumores originados pelo HPV.

Em apoio à campanha da Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG), que tem por iniciativa estimular a prevenção “boca a boca”, sendo a boca um dos alvos da doença, e dela deve sair a mensagem de alerta, a SBCCP e seus institutos parceiros chamam a atenção de toda a população para a importância dessa prevenção e a urgência de implementação de políticas públicas por parte das autoridades de saúde.

Entre os tipos mais comuns da enfermidade estão câncer de boca, faringe, laringe, e tireoide. Excetuando-se o câncer de tireoide, todos os outros sítios acometidos compartilham dos mesmos fatores de risco. O cigarro e o álcool são os principais responsáveis por esse tipo de doença.  Geralmente, o paciente que é diagnosticado tem algum desses hábitos. Lembrando que se combinados os dois, a chance de ter a doença pode aumentar em até 20 vezes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) na última década a incidência do câncer de boca e orofaringe em pacientes mais jovens e não tabagistas, tem aumentado bastante devido à contaminação pelo papilomavírus (HPV).A infecção pelo papilomavírus (HPV) tem contribuído, nos últimos anos, com o aumento na incidência desta doença, segundo a SBCCP. “A infecção pelo HPV é um importante fator de desenvolvimento do câncer de faringe. Uma das formas de contágio por essa infecção é por meio da prática do sexo oral e em pessoas com múltiplos parceiros sexuais.

São cerca de 41 mil novos casos anualmente, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Trabalhos brasileiros demonstram que cerca de 7% da população pode ter infecção pelo HPV detectada na boca.

“O número parece pequeno, mas em um contexto de 200 milhões de pessoas, esse percentual representa cerca de 14 milhões de indivíduos em risco de desenvolver a doença no Brasil”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Leandro Luongo de Matos, membro da SBCCP.
Em prol dessa ação, a proposta é utilizar a cor verde e a hashtag #julhoverde para disseminar a informação sobre o tema e atingir o maior número possível de pessoas, com ações na internet, redes sociais e nas ruas.

Diagnóstico

Um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, deixando sequelas no paciente.O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço. Se descoberta em estágio inicial, as chances de cura podem ser superiores a 90%, por isos o alerta é importante para que a população entenda a importância  de se informar sobre assunto para se prevenir e saber como perceber os sinais da doença. 

A campanha também é importante para que as pessoas compreendam que uma simples ferida que não cicatriza, nodulações no pescoço, alterações na voz ou ainda, uma dor de garganta que dure mais de três semanas podem ser sinais da doença.  Saber os sintomas e recorrer às consultas médicas é essencial para o diagnóstico precoce. Por isso, é importante ficar atento aos sinais do corpo e, a qualquer alteração, procurar um médico especialista. 

O assunto foi tema desta  terça-feira (31.07) no Programa Saúde no ar veiculado pela Rádio Excelsior da Bahia, AM 840. Patricia Tosta conversou com a Cirurgiã de Cabeça e Pescoço, Lise Barreto de Oliveira.

Participe pelo (71)  3328-7666 ou mande mensagem para 0 996813998.

ouça a conversa:

Foto: Saúde no ar
Fonte: Assessoria Santa Casa  e www.sbccp.org.br
Redação  Saúde no ar 

 

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