Cirurgia robótica traz ganhos para  paciente com câncer de próstata

Cirurgia robótica traz ganhos para  paciente com câncer de próstata
Vantagens incluem pós-operatório menos doloroso e recuperação mais rápida
O segundo tipo mais comum entre os homens, o câncer de próstata assusta mais pelo estigma do que pela dificuldade de tratamento. Para o cirurgião urologista Breno Dauster, parte do receio está relacionado à crença de que sequelas como  incontinência urinária e perda da potência sexual são irreversíveis.
“Hoje em dia, a cirurgia se tornou bem simples com o uso de robôs que aumentam a precisão cirúrgica, abreviam o tempo de recuperação e reduzem o risco de implicações”, afirma o médico que integra a equipe da Assistência Multidisciplinar em Oncologia – Clínica AMO.
O advento da cirurgia minimamente invasiva, laparoscópica e robótica trouxe grandes avanços para a intervenção que consiste na remoção da próstata e vesículas seminais adjacentes. “Em Salvador, contamos com equipe especializada e robô disponível para a cirurgia. Os pacientes hoje podem ter acesso ao que há de mais moderno sem precisar ir para São Paulo, que se consolidou como pólo de medicina avançada”, conta o médico.
Atuando com a equipe paulista, o médico já realiza procedimentos desde 2016. Em Salvador, com o robô implantando em abril, já realizou 10 intervenções e aguarda autorização para mais oito casos.
O robô é comandado por um cirurgião com treinamento específico e traz como vantagens visão full HD 3D e ampliada em 20 vezes, precisão para movimentos delicados, amplitude de movimentos de rotação superior à mão humana e controle de quatro instrumentos pelo cirurgião principal, facilitando a dissecção em espaços estreitos como a pelve masculina.
Benefícios
“Os benefícios da cirurgia robótica da próstata estão relacionados, principalmente, a melhores resultados funcionais, menor sangramento operatório, menor tempo de hospitalização e retorno mais rápido às atividades cotidianas. Há também uma garantia maior de remoção completa do tecido afetado pela doença”, afirma o cirurgião urologista.
No Brasil, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de próstata é o segundo mais frequente no sexo masculino (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), com expectativa de 68 mil novos casos no ano de 2018, sendo quatro mil na Bahia. No mundo, conforme o Globocan, o câncer de próstata é a quinta neoplasia em mortalidade entre os homens.
“O tratamento do câncer de próstata deve ser discutido com o urologista e a decisão será tomada com base na avaliação clínica, no desejo e possibilidades do paciente”, afirma Breno que realiza os três tipos de intervenção, cirurgia aberta (convencional), por laparoscopia e robótica.

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