Atendimento de saúde – Urgência e emergência

O coordenador médico hospitalar e de urgência da Secretaria Municipal de Saúde, Ivan Paiva, o colunista do Saúde e Cidadania e diretor do Saúde no Ar, Ezequiel Oliveira, e o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Salvador, Fábio Ferreira de Jesus, foram os entrevistados desta sexta- feira (05/07) no Programa Saúde no Ar, da Rádio Excelsior da Bahia AM 840,, Rádio Web Saúde no ar, sob o comando de Patrícia Tosta. O tema abordado foi:  urgência e emergência.

Dr. Ivan Paiva  destacou que a Atenção Básica é essencial.  “Se o paciente não cuida de sua saúde, se não faz toda parte de prevenção que tem que ser feito na unidade de Atenção Primária, se a pessoa não cuida da hipertensão, diabetes, não se toma medidas preventivas, vai impactar em crise na superlotação das emergências. Só se vai procurar quando tem problemas. Quando o paciente chega na  emergência com um quadro de infarto. nem sempre agente consegue,mesmo com todas as medidas, reverter a situação (…) O pior pilar básico da urgência e emergência é a Atenção Básica,” afirmou, Ivan Paiva.

Fábio Ferreira de Jesus explicou que a  população não sabe a diferença entre  Unidade de Pronto Atendimento (UPA); Unidade Básica de Saúde, (UBS) e  Programa Saúde da Família ( PSF). “Onde a dor bate a primeira porta ela quer entrar”.  Os pacientes  precisam passar por um exame periódico, que é a Atenção Básica ( UBS e PSF).  Segundo Fábio, Salvador tem uma cobertura de UBS – Unidade Básica de Saúde de 38%, e de PSF Unidade de Saúde da Família de 25%.

Ezequiel Oliveira destaca   que tendo uma educação de qualidade, as pessoas vão aprender a se prevenir e haverá menos pessoas doentes e também haverá um índice de violência menor. Ele pergunta: “e por que isso não esta sendo feito? Quem ganha com isso?”

Ivan Paiva, explicou as diferenças: O PSF tem famílias cadastradas dentro de um território. Muitas pessoas não possuem nem o recurso para pagar o transporte para ir para outras unidades quando uma não possui condições de atendimento.

Os agentes de saúde, visitam as residências do paciente. Nem todos têm condições físicas ou financeiras para se locomover.. No PSF, o médico conhece os hábitos de cada paciente. É uma gama de serviços que olha o paciente e não a doença”.

Na Unidade de atenção básica, tem o clínico, pediatra, e outros especialistas. As consultas são previamente marcadas são feitos os exames, e não se trata de atendimento de urgência ou emergência.

Paiva diz que um problema é que a Atenção Básica está aberta em horário administrativo, e as pessoas trabalham não podem se ausentar
do trabalho para ações preventivas. O médico passa o Raio X, exames de sangue, ultrassonografia, entre outros exames, inclusive de forma preventiva. As emergências atendem qualquer horário

Ivan Paiva informou que nas UPAS existem seis médicos e faz uma projeção matemática: “seis médicos atender 600 pacientes, daria 100 pacientes por médicos? e isso é impossível, vai comprometer a qualidade. Se o atendimento é feito de forma mais adequada,(consulta com maior tempo) a fila começa a aumentar. Vem a pressão. Se o paciente vê alguém passar na sua frente por ser um caso mais grave, ele reclama. Surge a questão da agressão física e segurança dos próprios profissionais”, concluiu, Paiva. Ele reconhece   que no atendimento rápido (consulta de poucos minutos) não é detectado todos os problemas.

Conclusão: As pessoas superlotam as emergências porque não possuem educação, não se cuidam, e só procura o médico no momento mais grave. Até mesmo as vacinas muitos não querem tomar.

Ezequiel Oliveira  afirma: “A sociedade está doente. Nossas autoridades precisam entender que precisamos de todo esforço para uma educação de alto padrão, desde a primeira infância ou vamos continuar doentes”

Ouça a fala comovente  de uma ouvinte do programa:

 

Assista o vídeo do programa:

Jorge Roriz

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