Saúde na Infância - Programa de 17/10/2019

Saúde na Infância - Programa de 17/10/2019
Tati  Andrade
No terceiro programa da série “Saúde na Infância” vamos falar do aleitamento materno. Sim, o leite materno é tão importante e especial que merece um programa, ou porque não dizer, vários programas sobre ele. Os cientistas do mundo inteiro não têm nenhuma dúvida de que o leite materno é o melhor alimento e o único necessário para a criança até os seis meses de idade. Após os seis meses, a criança deve receber outros alimentos além do leite materno, mas deve continuar mamando até os dois anos de idade ou mais. É muito importante esclarecer que não existe leite fraco. Cada mãe produz o leite na quantidade e com as características que o seu bebê necessita, a medida em que ele cresce. Mesmo as mulheres muito magras e com seios pequenos podem produzir leite suficiente para alimentar e nutrir o seu bebê. O leite materno contém substâncias que protegem o bebê de infecções, reduzem os riscos de alergia e tornam o bebê mais tranquilo e mais inteligente.
O aleitamento materno também é bom para a mãe pois ajuda a reduzir o tamanho do útero após o parto e a prevenir o câncer de mama. É importante que a gestante tenha apoio da família, dos amigos, dos profissionais de saúde e das empresas para continuar amamentando o seu bebê. A mãe que trabalha com carteira assinada tem direito a pausas no trabalho para amamentar seu filho. É fundamental garantir à gestante a licença maternidade que é normalmente de 4 meses, mas que pode ser de 6 meses se o local onde essa mulher trabalha aderir ao programa empresa cidadã. Procure conhecer os seus direitos. Após os seis meses, a família precisa receber orientações do que deve ser oferecido ao bebê além do leite materno, lembrando que os alimentos devem ser frescos e naturais, de preferência da estação, da região e orgânicos. Esse foi o programa Saúde na Infância de hoje e até a próxima semana quando falaremos sobre as vacinas.

*Tati Andrade

Médica pediatra e  especialista em Saúde do UNICEF para os estados da Bahia, Minas Gerais e Sergipe,

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