Santíssima Trindade a origem e a expansão na onipotência, onisciência e onipresença

Santíssima Trindade a origem e a expansão na onipotência, onisciência e onipresença

 

Ezequiel Oliveira

Meus Queridos Irmãos

Em João 1, 1-5, está escrito a criação de forma simples e peculiar, a origem, criação, expansão do universo, bem como uma forma sutil de revelar a onipotência, onipresença e onisciência do Deus Criador, e ainda a revelação da Santíssima trindade, Trino Uno. Vou-los convidar a apreciar uma singela interpretação ao decorrer de cada versículo, a luz da teologia e da ciência
João 1, 1-5
1- No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.   2 -Ele estava no princípio com Deus.  3 -Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.   4 -Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;  5- A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.
1 – No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Quando aprofundamos na leitura do capitulo primeiro de João, é revelado que o verbo era Jesus Cristo, o Deus encarnado, o cordeiro imolado que tira o pecado do mundo. “E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e verdade e vimos a sua gloria, como a gloria do unigênito Pai”. Unigênito do pai, confirma a presença do pai em Jesus corroborando com parte do versículo “ e o verbo era Deus”. Podemos também ter uma compreensão do surgimento da dupla da Trindade: Deus Pai e Deus Filho. Quando lemos “No princípio era o verbo” recordamos a criação do universo, citado também em Gênesis 1,1: “No princípio criou Deus o céus e a terra”.
“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. ” Quando Jesus afirma eu sou a luz, relato nas escritas de João 8,12 temos também a a confirmação de que o verbo é a luz. No princípio era o verbo, leia- se também “ FIAT LUX”.
A ciência com sua metodologia disponível e complexa dá alusão comprobatória do princípio da criação relatados em João e Gênesis, com os conhecimentos atualizados na conhecida teoria do Big Bang. Essa teoria nos mostra que o princípio tínhamos um vazio quântico, ou seja, energia densa desprovida de matéria que em um infinitesimal de segundo ocorre uma grande explosão, logo após surge a matéria milhões de vezes menos que os átomos de hidrogênio, vai aumentando exponencialmente até onde a mente humana possa imaginar. Lembrando que toda energia densa no princípio estará para sempre no universo, em todas as suas formas e matérias disponíveis e transformados ao longo dos espaços tempos.
2- Ele estava no princípio com Deus
Aqui João nos revela a interseção Pai, Filho, sendo únicos. Como Jesus é a própria luz do princípio, logo, estava presente na criação e o princípio da criação, era o próprio Deus. Não há dúvidas que o Verbo estava no princípio com Deus. E mais uma vez João confirma “Eu e o Pai somos um. ” João 10:30.
Meus irmãos, convido-os a uma reflexão silenciosa.
Se Deus é luz, por que se fez carne para habitar entre nós?
3- Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
No versículo três, é nos revelado de forma sutil, sábia, e resplandecente a presença de ligação da energia da luz de Deus na construção do universo. “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele”. A comprovação da criação por um criador, o qual também é criatura. Como? Aqui a revelação da Onipotência, Onisciência e Onipresença de Deus. “ E sem ele nada do que foi feito se fez”. Deus é a energia densa inicial, “o alfa e o Omega”, Deus é luz presente no processo de criação, é energia inicial, é a energia transformada, é a energia de ligação, é a luz. Ilustrado em Gênesis 1, 1 podemos comprovar também, o processo de criação sendo Deus o criador “ No princípio criou Deus o céu e a terra. Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Essa energia de ligação e criação podemos chamar o espírito de Deus. Aqui uma revelação da Santíssima Trindade: Deus pai, Deus filho e Deus Espírito.
Quando analisamos o processo de expansão do universo segundo o Big Bang, podemos compreender que toda energia densa inicial dá origem a menor matéria inicial do início da expansão do universo, confirmada por Einstein E = mC2 daí sucessivas explosões vão criando e expandindo o universo como conhecemos. Lembrando que a energia de ligação dos processos que constituem o universo e suas constituintes matérias tem a mesma energia inicial e tem a origem na luz. Posso extrapolar sem medo, a origem no Verbo! Assim sendo somos energia do início e compondo com a matéria desse espaço tempo que habitamos. “ E sem ele nada do que foi feito se fez” na luz da ciência podemos ainda extrapolar para substância essencial que está presente em tudo, a chamada partícula de Deus, descoberta recentemente. Uma síntese da revista Super interessante a seguir:
“Para entender o que ela tem de divino, responda: qual é a diferença entre você e um raio de luz? “Nenhuma” seria a resposta há 13,7 bilhões de anos, no instante em que o Universo nasceu. Nesse estágio embrionário do Cosmos, a grandeza física a que chamamos massa ainda não existia. Nada tinha peso. A matéria que forma o seu corpo hoje era só uma coleção de partículas subatômicas se movendo à velocidade da luz. E aí é que vem a bênção. Certas partículas, os bósons de Higgs, estavam espalhadas por cada milímetro do Universo. Uma hora elas se uniram e, num processo similar ao vapor d’água se transformando em água líquida, e formaram um “oceano” invisível – o Oceano de Higgs. Para algumas das outras partículas que vagavam por aí não fez diferença, caso dos fótons, que passavam (e ainda passam) batidos por esse oceano. Para outras, fez toda. Caso dos quarks (as que formam basicamente todo o seu corpo). Do ponto de vista delas, o Oceano de Higgs era (e ainda é) como um óleo denso. E à força que os quarks fazem para atravessar esse óleo nós damos o nome de massa. Em suma: sem os bósons de Higgs, a matéria não existiria – já que “matéria” é tudo o que tem massa. E você seria algo tão sem substância quanto uma onda de rádio. ” (Revista Super Interessante, nº 301, por Rodrigo Rezende)
4- Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;
Jesus Cristo, o verbo trino, neste versículo é apresentado como origem da vida e a luz dos homens, como o salvador do mundo, como redentor. Também podemos fazer alusão a essência de Deus em nós, “ e a vida era a luz dos homens”. Assim, portanto imagem e semelhança de Deus, um Deus que tudo vê e que é nosso farol guia. Em Gênesis mais uma vez podemos confirmar “ Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança” A essência de Deus é a energia da luz, como imagem e semelhança de Deus somos constituídos de energia de luz, um estrato da Divindade.
Compreendamos a vida (latim vita) além de um processo em curso do qual os seres vivos como nos concebemos, matéria inserida no espaço tempo definido, onde se transforma materialmente ao longo do espaço tempo, haja vista, a nossa necessidade de transformar e evoluir o meio. E quando compreendemos que parte dessa vida animada está e estará para sempre (Espírito) em processos unidos com a luz que nos forma (Deus), percebemos e interagimos com uma consciência cosmológica da criação e damo-nos conta de qual a vida como nós percebemos é mais complexa do que se apresenta, mas temos certeza que a origem e o farol é o verbo!
5 – A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.
A luz que é o Deus, desde a criação reluz na escuridão ocupa todos os espaços tempos, ou seja, ocupa os espaços vazios. Só há luz, mesmo o universo em franca expansão e em processo de resfriamento quântico. Assim quando nós olhamos para o firmamento nos fascinamos pela luz, é a luz que cega aos olhos e não a escuridão que presenciamos.
As trevas aqui podem ser interpretadas como sendo a ignorância do ser vivo em seu processo de consciência cosmológica. A luz sendo Deus. Em nosso processo metafísico da existência universal saímos das trevas a caminho da luz infinita, ou seja, estamos continuamente aprendendo e caminhando a caminho na direção do Deus Criador.
“A luz resplandece nas trevas”, é a luz da consciência maior abrilhantando o nosso meio, o nosso interior, é parte da nossa existência, nos ilumina a cada processo da existência. Saibamos nosso farol nunca se apaga, reluz para sempre, pois é Onipotente, Onisciente e Onipotente. A subida na escada a caminho da luz que resplandece, é nossa jornada.
“ E as trevas não prevaleceram contra ela”. As trevas nunca prevalecerão, pois, a nossa essência é a luz. Só ofuscamos as vezes com o nosso egoísmo e desserviços ao bem comum e a paz.
Conclusão
A morte na cruz de Jesus e sua ressurreição é um fato bíblico que podemos sintetizar esse estudo de João, sinalizando que o Deus Feito Homem, Luz do Mundo, Trino, Onipotente, Onisciente e Onipresente, não subjugou –se! Aceitou a condição terrena para mostrar o caminho da luz, o caminho do amor e venceu as trevas da ignorância com o seu exemplo. Ressuscitou! Foi preterido pela maioria na ignorância, pois não compreendiam que o caminho da unidade e da partilha era o amor, o serviço, o diálogo em pro de uma compressão de vida eterna e abundante em todos os processos, quando ensinou que devemos adorar a Deus e amar o próximo como a si.
Podemos concluir também que a luz da ciência, a criação e vida como descrito em João, gerou e gera um fascínio para descoberta dessa origem da criação, desse Deus que tentam materializar em experimentos mnemônicos ou experimentais, mas esquecem que ele vive permanentemente em nós e quando nos dispomos de conhecer na sinergia do inaudito ele se revela e inclusive revela as perguntas que no espaço tempo são e serão respondidas.
Ao Criador em todo seu poder e magnificência.
Bibliografia:
A Medieval Multiverse: Mathematical Modelling of the 13th Century Universe of Robert Grosseteste, Richard G. Bower, Tom C. B. McLeish, Brian K. Tanner, Hannah E. Smithson, Cecilia Panti, Neil Lewis, Proceedings of the Royal Society A, Vol.: 507, 161-163. DOI: 10.1038/507161a.
History: A medieval multiverse ; Tom C. B. McLeish, Richard G. Bower, Brian K. Tanner, Hannah E. Smithson, Cecilia Panti, Neil Lewis, Giles E. M. Gasper, Nature Vol.: 507, 161-163. DOI: 10.1038/507161ª
Artigo de Felipe Aquino
Artigo de Trinh Xuan Thuan
Busca Web:
⦁ https://pt.wikipedia.org/wiki/Conscienciologia
⦁ https://pt.wikipedia.org/wiki/Origem_da_vida
⦁ http://super.abril.com.br/ciencia/a-particula-de-deus

Autor: Ezequiel de Arimateia Nascimento Oliveira.

Físico Médico, Mestre em Medicina e Saúde Humana – Faculdade Bahiana de Medicina. Formado em Física pela Universidade Federal da Bahia e Pós Graduado pelo Instituto Nacional do Câncer.

 

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