Ministro participa da liberação dos mosquitos contaminados por bactéria que ajuda a combater Aedes aegypti

Ministro participa da liberação dos mosquitos contaminados por bactéria que ajuda a combater Aedes aegypti

Nesta segunda- feira (02/12), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participou da  liberação dos chamados mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia , com o objetivo de combater  o Aedes aegypti  e consequentemente evitar a contaminação da população de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Nos primeiros resultados, os insetos reduziram em 75% os casos de chikungunya, em 33 bairros da região. A ação aconteceu na área externa da Clínica Comunitária da Família, Dr. Antônio Peçanha, em Niterói.

As liberações dos mosquitos são realizadas semanalmente, durante 16 semanas, em grupos de bairros. Durante o monitoramento, é verificada a necessidade de realizar novas solturas pontuais. Em áreas onde é possível trafegar, a Fiocruz utiliza veículo para realizar a ação. Em áreas onde não é possível, as liberações são feitas por agentes das prefeituras.

“A partir desse ano, após estudos, decidimos levar o método para mais cinco biomas, para ver como a Wolbachia vai se comportar. A expansão será para Belo Horizonte, Petrolina, Fortaleza, Manaus, Campo Grande e Foz do Iguaçu. Além disso, é muito importante que todos continuem o dever de casa, não deixando água parada. Temos que redobrar a atenção, porque quando uma epidemia atinge um país, todos sofrem”, ressaltou o ministro da Saúde,Luiz Henrique Mandetta.

Também participaram da ação, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira; a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade; a secretária municipal de Saúde de Niterói, Maria Célia; e o pesquisador da Fiocruz e líder do World Mosquito Program no Brasil, Luciano Moreira.

Nesta etapa, o conjunto de bairros contemplados são Fonseca, Engenhoca, Cubango, Santana e São Lourenço, todos em Niterói. Após a soltura dos mosquitos, o ministro da Saúde visita o laboratório World Mosquito Program (WMP), da Fiocruz, onde são desenvolvidas todas as fases de produção dos insetos, desde a produção de ovos até a preparação para liberação nos locais em que o projeto acontece.

Esse processo de mobilização já se iniciou em Campo Grande (MS), Petrolina (PE) e Belo Horizonte (MG), sendo que a soltura dos mosquitos será iniciada nas três localidades no próximo ano, com o apoio do Ministério da Saúde.

Além dos  estados de Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Minas Gerais,, está programada uma nova expansão do Wolbachia em 2020 para: Fortaleza/CE, Foz do Iguaçu/PR e Manaus/AM. Somente em 2019, o Ministério da Saúde investiu R$ 21,7 milhões na tecnologia.

Desde 2011, o Ministério da Saúde, juntamente com a Fundação Bill & Melinda Gates e National Institutes of Health, já investiu R$ 31,5 milhões no método Wolbachia

Além do Brasil, também desenvolvem ações do programa países como: Austrália, Colômbia, Índia, Indonésia, Sri Lanka, Vietnã, e as ilhas do oceano pacífico Fiji, Kiribati e Vanuatu.

Fonte: Ministério da Saúde

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