Especialistas consideram vacinação de adolescentes desafio de saúde pública

Especialistas consideram vacinação de adolescentes desafio de saúde pública

Um dos maiores desafios na saúde é manter a carteira de vacinação adolescente correta. Composta por sete diferentes vacinas; a caderneta de imunização do adolescente vem apresentando baixas coberturas vacinais.

A propagação de fake news e tabus sobre algumas vacinas, como a de HPV; por exemplo são alguns dos motivos que afastam os pais e responsáveis dos postos de saúde.

Dessa forma, a Sociedade Brasileira de Imunizações; chama a atenção para o desafio que é manter em dia a carteira vacinal adolescente.

“O adolescente é afetado por ambientes externos. A idade de experimentação o deixa vulnerável e, além disso, há a crença de que nada afeta a saúde do adolescente, ou seja, eles acreditam que não estão expostos às doenças e por isso são resistentes à vacinação”.

Além disso; especialista da SBI ressaltam que existem muitos mitos em volta das vacinas; como a da HPV; sendo ela a mais atingida pelos grupos antivacinas. De acordo com o Ministério da Saúde; o imunizante é indicado para meninas de 9 a 14 anos de idade; bem como meninos de 11 a 14 anos de idade. Atualmente essa vacina atinge 70% de cobertura na primeira dose e 45% na segunda para o público feminino. Contudo; Para os meninos esse índice é ainda mais baixo. A primeira dose da vacina do HPV não chega a 50% no público.

Vacinas para Adolescentes

De acordo com o Programa Nacional de Imunizações; no SUS é ofertada 7 vacinas para os adolescentes: hepatite B, dT (contra difteria e tétano);  febre amarela, tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola); bem como HPV (contra o Papilomavírus Humano), pneumocócica (contra meningites) e a meningocócica ACWY (contra a meningite ACWY).

Uma das táticas utilizadas para garantir a imunização do publico alvo é aproveitar a oportunidade quando o adolescente procura o posto de saúde;  por qualquer motivo: por uma emergência; ou consulta de rotina.

Queda na cobertura

A queda na cobertura vacinal durante a pandemia da Covid-19 é uma realidade global de acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Apesar do Brasil possuir o maior programa de vacinação mundial, desde 2016 os indicadores de vacinação vêm apresentando queda.

Além disso, o Calendário Nacional de Vacinação atende toda a população brasileira; tendo 15 vacinas para crianças;  7 para adolescentes e adultos e 5 para idosos. Ainda assim, atende grupos especiais por meio dos 52 Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

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