Dom Murilo celebra missa solene em homenagem a Irmã Dulce

Dom Murilo celebra missa solene em homenagem a Irmã Dulce

A cerimônia de Canonização de Irmã Dulce acontecerá no dia 13 de outubro de 2019, no Vaticano, às 10h (horário local), presidida pelo Papa Francisco. Oficialmente, ela passará a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres e terá como data litúrgica o dia 13 de agosto.
Por este motivo haverá uma Missa Solene, nesta (terça-feira, 13/08), às 9h, no Santuário da religiosa, presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Aguardada com bastante expectativa por milhares de devotos e admiradores da vida e obra de Irmã Dulce, a celebração vai contar também com as presenças do miraculado Maurício Moreira, da cantora Margareth Menezes e do músico Waldonys, além de  Maurício Moreira, que foi agraciado de Irmã Dulce. Ele voltou a enxergar após 14 anos cego.

Por ocasião de sua Beatificação, ocorrida em maio de 2011, Irmã Dulce recebeu o título de Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo o dia 13 de agosto como data oficial da celebração de sua festa litúrgica. O significado da data remete a 1933, quando a jovem Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão (Sergipe). Naquele mesmo ano, no dia 13 de agosto, com 19 anos de idade, ela recebeu o hábito e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

Nascida em 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador, Maria Rita começou a manifestar interesse pela vida religiosa desde cedo, ainda no início da adolescência. Aos 13 anos de idade, já atendia doentes no portão de sua casa, no bairro de Nazaré. Sempre com muita fé, amor e serviço, o Anjo Bom iniciou na década de 1930 um trabalho assistencial nas comunidades carentes, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe, na capital baiana.

Em 1949, Irmã Dulce ocupou um galinheiro ao lado do convento, após a autorização de sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa marca as raízes da criação das Obras Sociais Irmã Dulce, instituição que abriga hoje um dos maiores complexos de saúde 100% SUS do país, com 3,5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano. Irmã Dulce faleceu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos.

A freira, conhecida como o Anjo Bom da Bahia, se tornará a primeira santa brasileira da nossa época e sua canonização será a terceira mais rápida da história (27 anos após seu falecimento), atrás apenas da santificação do Papa João Paulo II (9 anos após sua morte) e de Madre Teresa de Calcutá (19 anos após o falecimento da religiosa).

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