Doença falciforme passa a ter notificação obrigatória

Desde a última quarta-feira (29), os casos de doença falciforme passam a fazer parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública nos serviços de saúde – sejam públicos ou privados – em todo o Brasil.

A notificação compulsória é usada para definir as prioridades de intervenção pública e avaliar os impactos dessas intervenções. Os dados coletados servem para fornecer subsídios que contribuem para explicar as causas das enfermidades, diagnosticar de maneira ágil os eventos de saúde, identificar cenários epidemiológicos e indicar os riscos que mais acometem a população

Atualmente, o diagnóstico da doença falciforme é feito, principalmente, pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) – conhecido como “teste do pezinho”. De acordo com o boletim, no Brasil, entre os anos de 2014 e 2020, a cobertura média do programa foi de 82,37%. E incidência da patologia no período foi de um caso a cada 2,5 mil nascidos vivos (cerca de 1,1 mil casos por ano) e dois casos de traço falciforme — condição em que uma criança herda a mutação do gene falciforme dos pais — a cada 100 mil nascidos vivos (média de 63 mil casos por ano).

Os sintomas se iniciam logo no primeiro ano de idade e podem se estender durante toda a vida do paciente, atingindo quase todos os órgãos e sistemas em diferentes graus. A doença falciforme é considerada a enfermidade genética mais comum no Brasil, com expressiva mortalidade e morbidade, podendo reduzir a capacidade de trabalho e expectativa de vida, especialmente nos negros e pardos.

Dessa forma, desde 2005 a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias (PNAIPDF), instituiu, no âmbito do SUS, cerca de 150 serviços de atenção ambulatorial especializada, com tratamentos curativos da doença, medicações, exames de sangue e imagem, além de consultas.

 

 

Foto: Ministério da Saúde

 

 

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