Coronavírus e os efeitos na saúde a longo prazo

Coronavírus e os efeitos na saúde a longo prazo

A pandemia do novo coronavírus, acende o alerta para os cuidados a longo prazo que os sobreviventes da doença precisam ter. Uma segunda batalha que pode durar meses ou anos, como no caso Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave), causada por outro coronavírus. Um estudo publicado em 2009 com 233 pacientes da doença, mostrou que quatro anos depois, 40% dos pacientes sofriam de depressão ou fadiga crônica.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, desde o inicio da pandemia o mundo já registra 12.685.374 casos confirmados da doença, com 565 mil mortes. Cada paciente diagnosticado com covid-19, além dos sintomas registrados em todos os casos, também possuem a sua particularidade na manifestação da doença, fazendo com que a lista de sintomas sentidos pelos pacientes de diferentes idades sejam sentidos a curto ou longo prazo após recuperação. Dentre os sintomas mais comuns estão: foram se somando palpitações cardíacas, erupções cutâneas com sensação de queimação, alucinações auditivas e lesões e coceira nos dedos.

Estudo publicado recentemente na revista médica Jama Network, 143 pacientes italianos que tiveram alta hospitalar, 87% sofriam pelo menos de um sintoma 60 dias depois do início da doença. Em outro estudo, realizado pela Agência de Saúde Pública dos Estados Unidos, mostrou que, de 350 pessoas entrevistadas duas ou três semanas depois de terem testado positivo para a Covid-19, aproximadamente 60% dos pacientes hospitalizados e um terço dos doentes em casa não estavam curados.

O entubamento invasivo ou as sequelas nos órgãos internos podem explicar o porque de alguns pacientes continuarem precisando de atenção medica após recuperação do novo coronavírus. Porém, alguns pacientes que recebem alta do hospital ainda pode apresentar sintomas desconhecidos da doença, assim não têm uma explicação para estes sintomas persistentes e, às vezes, enfrentam a incredulidade de seus empregadores e médicos. Ao todo, três milhões e oitocentos mil britânicos baixaram o aplicativo lançado em março, 300.000 nos Estados ao Unidos e 186.000 na Suécia, dentre eles, foram identificados 19 sintomas e até um em cada dez pacientes apresenta pelo menos algum deles depois de 30 dias. De acordo com o Dr. Zijian Chen, diretor médico do novo Centro de Cuidados Pós-Covid do Sistema de Saúde Mount Sinai, ” Os pacientes podem deixar o hospital com cicatrizes, danos ou inflamação que ainda precisam se recuperar nos pulmões, coração, rins, fígado ou outros órgãos. Isso pode causar uma série de problemas, incluindo problemas urinários e de metabolismo”.

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