Chineses exigem respostas a ataque brutal a mulheres em restaurante em Tangshan

Chineses exigem respostas a ataque brutal a mulheres em restaurante em Tangshan

Após mais de dez dias de um ataque violento a quatro clientes do sexo feminino em uma churrascaria na China; um vácuo de informações em torno das vítimas manteve a internet chinesa perguntando: “O que realmente aconteceu com essas mulheres?”

No episódio quatro mulheres foram brutalmente agredidas por nove homens na cidade de Tangshan, no Norte, depois que uma delas se opôs a ser assediada sexualmente.

Capturado por câmeras de vigilância – enviou ondas de choque por toda a China, provocando indignação de mulheres que há muito enfrentam assédio e violência de gênero.

Mas o silêncio resultante das vítimas e suas famílias tem perturbado muitos que temem o pior para as mulheres, sublinhando a falta de confiança do público em um sistema de governo que rotineiramente encobre notícias indesejáveis.

Além disso, horas após o ataque, uma foto mostrava uma das vítimas deitada em uma maca de hospital coberta de sangue, com a cabeça enfaixada. No dia seguinte, a polícia de Tangshan disse que duas mulheres foram hospitalizadas com “ferimentos sem risco de vida” e estavam em “condição estável” – mas não houve atualização a respeito da situação desde então.

Ao longo da semana passada, rumores de que algumas das vítimas estavam em condições muito piores do que as autoridades alegaram se espalharam persistentemente online, apesar das repetidas negações da polícia, de funcionários do hospital e da filial local da Federação das Mulheres da China, um grupo de mulheres apoiado pelo Estado.

Em um comunicado o Weibo (plataforma similar ao Twitter) disse que fechou 320 contas por “espalhar rumores” sobre o ataque de Tangshan. Um artigo amplamente divulgado no aplicativo de mensagens WeChat aludindo aos rumores também foi censurado.

De acordo com a delegacia de polícia local em entrevista o caso ainda estava sob investigação e se recusou a compartilhar qualquer informação extra. Além disso, até os jornalistas da mídia estatal foram impedidos de relatar as consequências pelas autoridades locais, que reforçaram as restrições de viagem associadas à Covid-19 de Tangshan após o ataque.

Quem chega à cidade de trem é obrigado a apresentar um endereço detalhado de onde está hospedado e assinar um bilhete prometendo não sair; viajantes que planejam se hospedar em hotéis devem se registrar com 48 horas de antecedência; aqueles que têm permissão para sair da estação de trem são enviados para suas acomodações em ônibus organizados pelo governo, informou o jornal estatal Jinan Times.

 

 

Fonte: CNN Internacional

 

 

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