Aumento de casos do diabetes no Brasil em quase 30% gera preocupação do cuidado com a saúde

Dados divulgados pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) no Atlas do Diabetes mostram que, nos últimos dez anos, houve aumento de 26,61% no número de pessoas que vivem com diabetes no Brasil, deixando o País na sexta posição mundial. Nas Américas do Sul e Central, 33 milhões de pessoas, entre os 20 e 79 anos, já vivem com a doença,sendo que a estimativa é que aproximadamente 40 milhões desenvolvam diabetes até 2030, e 49 milhões até 2045. Durante o dia Mundial da Diabetes, que aconteceu na última segunda-feira (14) de novembro, o Grupo Fleury, detentor da Diagnoson a+ na Bahia, reforça a importância do acompanhamento adequado para uma melhor qualidade de vida.

 

Para o endocrinologista do Grupo Fleury, detentor da Diagnoson a+ na Bahia, Dr. Pedro Saddi, diversos cenários estão envolvidos nesse resultado. “Infelizmente, muitos não sabem que apresentam a doença e, consequentemente, não realizam o acompanhamento adequado. Alguns pacientes têm conhecimento, mas não conseguem assistência médica regular e outros não buscam um especialista. Apenas 15% das pessoas diabéticas realizam anualmente o exame de hemoglobina glicada, por exemplo. Isso é muito preocupante”, explica o médico.  

 

Ele também ressalta que esse resultado está intimamente relacionado com o aumento da obesidade e do sedentarismo e, diante disso, esclarece dúvidas sobre a doença. 

 

O que é o diabetes? 

Diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica que se caracteriza pelo aumento de glicose no sangue (hiperglicemia). Ao falar sobre DM, não se pode deixar de abordar a insulina – hormônio produzido pelas células beta-pancreáticas, que têm como função o controle do transporte de glicose do sangue para o interior das células. Assim, se a pessoa não produzir insulina em quantidade apropriada a sua ação é reduzida e há o acúmulo de glicose no sangue e, consequentemente, desenvolvimento do DM. 

 

Sintomas 

O DM tipo 2 normalmente é assintomático e, por isso, muitos pacientes acabam convivendo com a doença por anos antes de serem diagnosticados. Os sintomas ocorrem quando a hiperglicemia atinge níveis muito elevados (usualmente > 250 mg/ dl). Os principais sintomas são o aumento da sede, do volume de urina e da fome, perda de peso e mal-estar. 

 

Prevenção 

A melhor forma de prevenção é manter hábitos de vida saudáveis, com uma alimentação balanceada, prática de exercícios físicos regulares e evitar ganho de peso.  

 

Diagnóstico 

O diagnóstico de diabetes pode ser estabelecido por meio de três exames: glicemia de jejum, hemoglobina glicada e curva glicêmica após 75g de glicose anidra.  

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o diagnóstico é estabelecido quando o paciente apresenta dois dos seguintes exames alterados: 

 

  • Glicemia de jejum > ou = 126 mg/dl  
  • Hemoglobina glicada (HbA1c) > ou = 6,5 %  
  • Teste de tolerância oral a glicose (75g) com glicemia aos 120 min > ou = 200 mg/dl  
  • Paciente com sintomas de hiperglicemia e glicemia aleatória > ou = 200mg/dl  

*Com exceção de pacientes com sintomas de hiperglicemia e com glicemia aleatória > ou = 200mg/dl.   

Tratamento 

A base do tratamento de DM tipo 2 é a mudança de estilo de vida. O paciente deve ser orientado a ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos regularmente e perder peso. Adicionalmente, deve instituir tratamento medicamentoso, com utilização de remédios por via oral ou subcutâneos. “Existem várias possibilidades de medicamentos e a decisão de terapêutica deve ser instituída de maneira individual e sempre consultando o médico especialista”, finaliza Dr. Pedro Saddi.  

 

 

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