A eficácia das vacinas contra o novo coronavírus

A eficácia das vacinas contra o novo coronavírus

O anúncio de uma eficácia da vacina CoronaVac de cerca de 50,4% feito pelo Instituto Butantan pode até parecer frustrante com sua divulgação e a comparação inevitável com outras concorrentes, como Pfizer com 95% de eficácia, Moderna com 94%, Sputnik V com 90% e AstraZeneca/Oxford com 62%. Apesar disso, especialistas garantem que o número mais baixo não significa que a CoronaVac seja menos valiosa do que as demais ou possa ser descartada. A vacina Coronavac significa que a pessoa vacinada terá chance de 50,4% de não ser infectada pelo vírus. Se for infectada 78% das pessoas não vai precisar de atendimento médico e 100% não vai se hospitalizar ou ir para a UTI. As vantagens de seu uso significa a população não pressionar o sistema de saúde na medida em que as pessoas demandam menos atendimento médico e não sejam hospitalizadas.

A CoronaVac, além de se mostrar bastante segura e não provocar efeitos colaterais dignos de nota até o momento, apresenta alguns benefícios do ponto de vista operacional e logístico. Ela é mais barata, está sendo produzida no Brasil e não precisa de armazenamento em temperaturas baixíssimas. Das cinco vacinas acima citadas, os dados preliminares publicados pela Oxford/AstraZeneca cuja vacina será produzida pela Fiocruz já foram questionados por cientistas. O laboratório não apresentou o número de infectados por Coronavírus para cada grupo estudado, apenas a quantidade total da pesquisa. A AstraZeneca anunciou que a empresa faria um teste adicional para verificar a eficácia da vacina.

É importante observar que, segundo os especialistas, nenhuma vacina confere proteção integral. Algumas das mais eficazes são a da poliomielite, que garante 99% depois das três doses da gotinha e a da tríplice viral (contra caxumba, rubéola e sarampo), com 97%. As vacinas da gripe, dadas anualmente a idosos e grupos prioritários tem eficácia total inferior à da CoronaVac. Ela tem eficácia total de menos de 50% com uma eficácia média entre 60% e 70%. Ressalte-se que, por causa da emergência imposta pela pandemia de covid-19, a Anvisa, a OMS (Organização Mundial da Saúde), a FDA (agência responsável pela regulação de medicamentos nos EUA) e outros órgãos mundo afora defenderam que uma vacina com 50% de eficácia fosse aprovada.

Portanto, é chegado o momento de o Brasil e todos os países do mundo vacinarem suas populações para tornar possível fazer com que a pandemia deixe de crescer e possa ser controlada para evitar que o sistema de saúde entre em colapso e crie as condições para a retomada das atividades econômicas e as relações sociais. Para isso, quanto maior a cobertura de vacinação em uma população, maiores são as chances de se combater o vírus. Mas como a população não será toda vacinada de uma vez, haverá um gargalo. Enquanto houver este gargalo, é preciso que toda população mantenha as medidas de isolamento social com o uso de máscaras e os cuidados com a higienização. A vida só voltará ao normal quando toda a população for vacinada. É preciso a colaboração de todos a começar pelos governos em todos os níveis agilizando as ações voltadas para a vacinação da população. Vacinação já!

Por: Fernando Alcoforado

 

 

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