Tuberculose tem 88% de cura na Bahia

Tuberculose tem 88% de cura na Bahia

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Na semana em que o Saúde no Ar comemora 3 anos, Patrícia Tosta presenteia os ouvintes com entrevistas com grandes personalidades da saúde na Bahia. Iniciando a série, Patrícia conversou com o médico Geraldo Leite, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação José Silveira, nesta terça-feira (1º).

Em 21 de fevereiro de 1937, José Silveira criou o Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose (IBIT), que continua vivo e atuante, beneficiando milhares de baianos. Esta instituição benemérita continua a ser a única no gênero, em todo o país.

José Silveira foi também pioneiro em realizações importantes, como a criação da Clínica Tisiológica e o Hospital do Tórax (hoje Hospital Santo Amaro). Muitas outras iniciativas partiram do seu espírito criador: a luta contra o tabagismo, a Fundação para Desenvolvimento da Ciência na Bahia, a Sociedade Amigos da Cidade, e algumas mais.

Levando em frente os objetivos de José Silveira, aos 91 anos, Geraldo Leite atribui a sua vitalidade ao trabalho em benefício da população de Salvador.

De acordo com o médico, uma das doenças que mais preocupa a Fundação José Silveira, desde a época de seu fundador, é a tuberculose, que, segundo ele, não acabou.  “Ainda hoje, a tuberculose é um dos grandes problemas de saúde pública. Ela acomete, no mundo, mais de 10 milhões de pessoas, com um milhão e meio de mortes, matando mais que a aids”, informa.

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O Programa de Controle da Tuberculose (PCT) do IBIT é uma experiência modelo que abrange, além do tratamento médico, a realização de exames radiológicos, laboratoriais e distribuição de medicamentos aos portadores da doença. Para dar suporte e aumentar a adesão ao tratamento, com impacto positivo nos índices de cura, a instituição distribui, gratuitamente, cestas básicas, pão e leite de soja.  Além disso, a equipe de Enfermagem e do Serviço Social realizam visitas domiciliares periódicas aos pacientes matriculados no PCT para fortalecer o uso da medicação indicada.

“Temos cerca de um milhão e meio de atendimento e procedimentos, por ano. Cuidamos também daqueles que vivem com os tuberculosos e, para isso, a Fundação tem padaria, vacas mecânicas, distribui pães, leite e cestas básicas”, informa Geraldo Leite.

Além da capital, a Fundação Jose Silveira tem unidades no interior. Na capital, funciona o IBIT, que oferece os maiores índices de cura da tuberculose, no Brasil estão os maiores índices de continuidade do tratamento. “O tratamento da tuberculose é longo, no mínimo, 6 meses e o índice de cura é, em torno, de 88%, quando o Ministério da Saúde recomenda até 85%, o índice de abandono é de 2,5 a 3%, enquanto o MS recomenda menos de 5%. Nossos índices são os melhores do Brasil. ”, comemora.

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Ouça a entrevista completa do médico Geraldo Leite, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação José Silveira, no áudio abaixo:

                                                 

 

 

 

 

 

 

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