Sinos da Igreja da Graça serão inaugurados no domingo

Sinos da Igreja da Graça serão inaugurados no domingo

Joaci Góes

Às 7h30 de domingo (20), os sinos da Igreja da Graça vão convocar a comunidade para a missa das 8 horas. A ação ocorre após 20 anos, tempo em que os sinos ficaram desativados por falta de recursos para recuperá-los.

A iniciativa tornou-se possível com o apoio da Academia de Letras da Bahia, que intermediou o patrocínios para o reparo dos sinos da igreja. “A instalação de novos sinos a badalar em momentos especiais chama a atenção dos baianos para a importância da preservação da Igreja da Graça, que é um dos mais históricos monumentos religiosos do continente americano”, afirma o presidente da ALB, Joaci Góes, um dos entusiastas da retomada dos sinos.

O capelão do templo, dom Ângelo Alves de Oliveira, explica que após a celebração da missa vai ocorrer a inauguração oficial com novo toque. “Eles estavam desativados há mais de 20 anos e com a reforma ficaram bons e modernos, tocando nos horários em que são programados”, informa o padre.

A missa será celebrada pelo arquiabade do Mosteiro de São Bento, dom Emanuel d’Able do Amaral. Ainda no domingo, haverá novo toque às 18h30, convocando para a missa das 19 horas.

O projeto de resgatar essa tradição partiu da Secretaria do Turismo do Estado da Bahia (Setur) com o objetivo de chamar a atenção da comunidade local e também de turistas, além de incentivar a volta da tradição do badalo simultâneo nos templos da cidade.

A cerimônia vai contar com a presença do secretário do Turismo do Estado, Fausto Franco, que vê nessa iniciativa mais uma possibilidade de incentivar o turismo religioso, que no último domingo (13) ganhou mais reforço com a canonização de Irmã Dulce.

Tradição – O toque dos sinos nos mesmos horários em igrejas proporciona um momento especial para moradores de Salvador e para turistas, principalmente em época de Natal. O historiador Rafael Dantas, assessor da Setur, explica que os sinos tinham antigamente importância litúrgica e funcionavam também como marcadores do tempo antes da invenção do relógio. Começaram a cair em desuso com o advento das novas tecnologias. Hoje, são as novas tecnologias que trazem de volta os sinos, com a utilização de recursos como a automatização eletrônica.

Joaci Góes é escritor e presidente da Academia de Letras da Bahia

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