Ser pai engorda, aponta estudo

Ser pai engorda, aponta estudo

pai-filhoQuem pensa que ficou mais gordo só por causa do consumo de cerveja nos finais de semana, pode estar enganado! A bebida pode até elevar o volume do corpo, mas ser pai também engorda, aponta uma pesquisa realizada na Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos.  Segundo os cientistas, os homens ganham peso depois de se tornarem pais, mesmo que eles não convivam com seus filhos. O estudo foi publicado na edição desta terça-feira do jornal “American Journal of Men’s Health”

De acordo com os resultados da pesquisa, um homem de 1,82m ganha, em média, 1,98 kg ao ter o primeiro filho – equivalente a um acréscimo de 2,6% no índice de massa corporal (IMC) para os pais que vivem com o filho. Para os que não convivem com as crianças, há um registro de 1,48 kg a mais –  tendo um aumento de 2%. Já um homem de 1,82m que não é pai perde, em média, 0,63 kg no mesmo período.

A pesquisa é uma das primeiras que examina como a paternidade afeta o IMC. O ganho médio de peso ficou entre 1,57 e 2 kg.

Outros fatores que poderiam contribuir para o ganho de peso, como idade, raça, educação, renda, atividades diárias e o estado civil, também foram controladas pela pesquisa.

Segundo o autor principal do estudo e professor da Universidade de Northwestern, Craig Garfield, a paternidade pode afetar a saúde dos homens novos mais ainda do que o casamento. O pesquisador também explica que quanto mais peso o pai ganha e maior o seu IMC, maior é o risco que ele tem de desenvolver doenças cardíacas, assim como diabetes e câncer.

Mudanças no estilo de vida e na alimentação, também pode ser relacionado com o ganho de peso.

O estudo contou com 10.253 participantes que tiveram seu IMC medido em quatro fases diferentes – início da adolescência, no final dela, quando tinha cerca de 25 anos e no início da faixa dos 30 anos – no decorrer dos 20 anos de análises.

Para a pesquisa, os participantes foram divididos em  três grupos – os que não eram pais, os pais que moravam com o filho e aqueles que não residiam com a criança – que foram obtidos a uma análise em cada um dos quatro períodos – examinando a associação entre a paternidade e o índice de massa corporal.

Segundo Garfield, a transição para a paternidade é um importante estágio de desenvolvimento na saúde do homem.  Após análise, o cientista salienta que é necessário pensar em como ajudar os pais que não costumam procurar médicos para analisar sua própria saúde.

Fonte: O Globo

L.O.

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