A programação da Semur segue até o dia 29 com seminários, encontro, roda de conversa, qualificações e um diagnóstico socioeconômico da população negra.
Saúde – Aliada à Semur, a SMS também realiza diversas ações de combate ao racismo e de visibilidade e equidade da saúde de pessoas negras. Nos últimos dias 7 e 14 nos bairros de Periperi e Itapuã, foram realizadas duas feiras de saúde,
As feiras promoveram orientação e serviços como aferição de pressão arterial, glicemia capilar, eletroforese de hemoglobina (para diagnóstico da anemia falciforme), avaliação e triagem para câncer bucal, atendimento médico e teste rápido.
Denúncias – A Semur conta com o observatório permanente da Discriminação Racial e LGBT, Violência contra Mulher, situado na Avenida Carlos Gomes, no Clube de Engenharia da Bahia. Casos de racismo e de discriminação podem ser feitas presencialmente nesse endereço, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Também é possível denunciar pelo site do observatório e pelo WhatsApp 71 98622-5494.
Educação – Além das atividades pontuais, a Prefeitura dá uma atenção especial ao ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas da rede durante todo o ano letivo. Na Escola Municipal Gersino Coelho, em Narandiba, por exemplo, a professora Lorena Costa desenvolve várias oficinas que abordam a inserção e a representatividade do povo negro na sociedade.
Um deles é o projeto “Meus Super-heróis Também Podem Ser Negros”, que tem como objetivo promover uma reflexão sobre as questões raciais, buscando trabalhar valores éticos e morais a partir das histórias e filmes com protagonistas negros.
Na Escola Municipal Consul Schindler, no bairro de São Caetano, a professora Claudia Maria Torres Mattos criou, há oito anos, o projeto “Rei e Rainha Azeviche”, que discute preconceito, autoestima e posição do negro na sociedade, por meio de desfiles de turbantes, sarau literário, biografia de personalidades negras, entre outros eventos.
O projeto é executado durante todo o ano e contempla todas as crianças da unidade escolar, inclusive pais e responsáveis.”Nosso objetivo é trabalhar a história do povo negro. De fevereiro a novembro, o projeto é trabalhado com os subtemas: mulheres negras da nossa história, datas importantes que não estão nos livros didáticos e estética afro. Finalizamos com a dança afro e com o concurso do rei e da rainha da escola”, explica a professora.
Turismo – Para inserir a população afrodescendente da capital baiana na cadeia produtiva do turismo e valorizar a mulher em atividades relacionadas ao setor, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) lançou em maio o Plano de Ações Étnico-Afro. O documento foi elaborado nos últimos seis meses sob a coordenação da Secult e deve ser apresentado ainda esse mês para a população.
Um aporte de cerca de R$ 15 milhões será destinado à área de qualificação, capacitação e de criação de produtos. A iniciativa é composta por quatro eixos: Informação e Governança, Capacitação e Renda, Produtos Turísticos e Ações Integrativas. O plano prevê inclusive o fortalecimento do ofício das baianas de acarajé e a realização de um grande evento para divulgar produtos e serviços afro nos meses de novembro, a partir de 2020.


















