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Padre fez gastos milionários com verba de hospital

Após investigação, a decisão judicial autorizou a prisão preventiva do padre Egídio de Carvalho Neto. A busca apontou uma vida de luxos e excessos, com gastos milionários. Na última sexta-feira (17), o padre Egídio houve a prisão e audiência de custódia, que decretou a manutenção da prisão do religioso.

Dessa forma, Egídio. está afastado das funções religiosas desde o final de setembro, por decisão da Arquidiocese da Paraíba. Na prática, ele fica proibido de ministrar missas ou qualquer outro sacramento da igreja.

O padre é suspeito de ser dono de 29 imóveis considerados de alto padrão, localizados na Paraíba, em Pernambuco e em São Paulo. Além de investir altos valores em vinhos, decorações e obras de arte.

Egídio de Carvalho Neto é o ex-diretor do Hospital Padre Zé, que era gerido pelo Instituto São José. Ele comandava também a Ação Social Arquidiocesana. Três instituições que recebiam regulares investimentos como doação e de repasse por parte do Poder Público e de onde saíam, segundo as investigações, o dinheiro usado para “construir fortuna em benefício” do padre.

De acordo com o desembargador Ricardo Vital de Almeida os delitos (lavagem ou ocultação de bens ou valores, peculato e falsificação de documentos públicos e privados, bem como organização criminosa) são dolosos e puníveis com pena privativa de liberdade superior a quatro anos. Ainda segundo a decisão, o crime teria se iniciado em 2013 e só cessado em setembro deste ano, com o início das investigações.

Apenas em 23 de junho de 2022, véspera das festividades de São João, o padre teria gasto R$ 29.024,13 em vinho. Ao longo de todo aquele ano, o gasto total chegou a R$ 109.980,00 apenas com o produto.

Além disso, segundo as investigações, o esquema teria participação direta de Jannyne Dantas Miranda e Silva e Amanda Duarte Silva Dantas, ex-diretora administrativa e ex-tesoureira do Hospital Padre Zé. Os três tiveram mandados de prisão expedidos pelo desembargador.
Além disso, as investigações identificaram o desvio de R$ 363.926 referentes à compra de 38 monitores multiparamétricos para o Hospital Padre Zé. A nota fiscal data de 28 de dezembro de 2022, mas auditoria realizada em 10 de outubro de 2023 revela que os equipamentos não foram recebidos e não constam no inventário da instituição.

Foto: G1

 

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