Ômega-3 não apresenta benefícios para a memória

Ômega-3 não apresenta benefícios para a memória

omega3Um estudo publicado nesta terça-feira (25), no “Jornal da Associação Médica Americana”, aponta que suplementos à base de óleo de peixe ricos em ácidos graxos Ômega-3 não traz beneficios para a memória. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com os pesquisadores que realizaram o estudo, não foi encontrado nenhum benefício no Ômega-3 para interromper o declínio cognitivo, no entanto, o Instituto Nacional de Saúde Americano, que financiou a pesquisa revela que a pesquisa é uma das maiores feitas na área.

O estudo que contou com quatro mil idosos, revela que as pessoas que consomem com regularidade peixes como salmão, atum e linguado apresentaram melhor saúde ocular, cardíaca e cerebral, devido a presença dos ácidos-graxos Ômega-3 – encontrados em óleos de peixe –  em comparação com quem não consume estes alimentos. No entanto, o efeito não foi o mesmo para os que consumem óleos em forma de pílulas. Uma pesquisa anterior, realizado em 2011, mostrou que suplementos de Ômega-3 não melhoravam a saúde do cérebro de pacientes idosos com doenças de coração pré-existentes.

Na pesquisa, foram analisados pacientes idosos com perdas de visão comum, chamada degeneração macular relacionada à idade – DMRI, com faixa etária aproximadamente dos 72 anos, dentre eles, 58% mulheres.

Selecionados aleatoriamente e requisitados, os voluntários, foram submetidos a tomar um placebo ou pílulas com ácidos-graxos Ômega-3, especialmente ácido docosa-hexaenoico e o ácido eicosapentaenoico. Após consumo, todos os integrantes foram submetidos a testes cognitivos e de memória tanto ao iniciar a pesquisa, quanto em dois ou quatro anos depois.

Resultados mostram que com o decorrer do tempo, os níveis cognitivos de cada grupo decaíram de forma similar, o que aponta que nenhuma combinação de suplementos nutricionais fez alguma diferença.

De acordo com Instituto Internacional do Alzheimer, cerca de 47 milhões de pessoas no mundo sofrem de demência, e estima que a doença possa alcançar 131,5 milhões de pessoas em 2050.

L.O.

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