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Número de casos de AIDS no Brasil, aumenta em 21%

Na contra mão do mundo o Brasil vai na direção oposta da média mundial  registrando  entre 2010 e 2018, um aumento no número de novas infecções por HIV. Os dados são da UNAids, divulgados nesta terça- feira ( 16/07) a agência da ONU especializada na epidemia.

A luta global contra a aids está travando devido ao investimento menor, à falta de serviços de saúde vitais em comunidades marginalizadas e ao aumento de novas infecções de HIV em algumas partes do mundo, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU).

Os dados se contrastam com uma queda acentuada de novos casos em El Salvador (-48%), Nicaragua (-29%), Colômbia (-22%) ou Equador (-12%). Apenas Chile e Bolívia tiveram resultados mais preocupantes que o Brasil na região e, ainda assim, por uma margem mínima. Sem o Brasil, a América Latina teria registrado uma queda de 5% no número de novos casos entre 2010 e 2018…. – Veja mais em https://jamilchade.blogosfera.uol.com.br/?cmpid=copiaecola

O Brasil registrou, entre 2010 e 2018, um aumento de 21% no número de
novas infecções por HIV, em oito anos.

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Em números absolutos, o Brasil registrou 44 mil novos casos em 2010.
Em 2018, esse número foi de 53 mil.

Ativistas ouvidos pela Agência Aids disseram que não estão surpresos
com os novos dados e creditaram o aumento a falta de vontade política
e investimento nas ações de prevenção. “Algumas medidas urgem para
revertermos essa vergonha. Precisamos ampliar o acesso a prevenção,
garantir os direitos humanos das pessoas vulnerabilizadas, ampliar
empatia, solidariedade política e social – tudo isso imperando uma
resposta a aids para além do aspecto da saúde”, disse Salvador
Corrêa, da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids)

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lidera e inspira o mundo para alcançar sua visão compartilhada de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS. O UNAIDS une os esforços de 11 organizações – ACNUR, UNICEF, PMA, PNUD, UNFPA, UNODC, ONU Mulheres, OIT, UNESCO, OMS e Banco Mundial – e trabalha em estreita colaboração com parceiros nacionais e globais para acabar com a epidemia da AIDS até 2030 como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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