Neste 13 de outubro, as Nações Unidas assinalam o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres. Sob o lema “Resiliência começa em casa”, a mensagem deste ano enfatiza que ninguém deve ser obrigado a escolher entre uma casa segura e uma que se pode pagar.
Apesar de a mortalidade média por desastres ter caído 65% na última década, o número de pessoas afetadas aumentou, segundo o Escritório da ONU para a Redução do Risco de Desastres, Undrr.
Idosos e pessoas com deficiência
Todos os anos, milhões de casas são danificadas ou destruídas, deslocando famílias e aprofundando a pobreza. Alguns dos impactos mais severos recaem sobre pessoas mais velhas, pessoas com deficiência, famílias de baixos rendimentos e outros grupos vulneráveis.
Entre 2005-2014 e 2016-2025, a taxa de mortalidade passou de 2,12 para 0,75 mortes por 100 mil habitantes. Nesse mesmo período, a quantidade de pessoas afetadas por desastres quase duplicou, passando de 1,227 para 2,449 por 100 mil habitantes.
O número de países que reportam dispor de estratégias nacionais de redução do risco de desastres aumentou de 56, em 2015, para 151, enquanto 128 nações informam ter sistemas de alerta antecipado para vários tipos de perigos, em comparação com 55 em 2015.
Economias perdem US$ 2,3 trilhões num único ano
De acordo com a ONU, cerca de 100 milhões de pessoas foram afetadas por desastres, em média, por ano, entre 2016 e 2025. Os países perderam, de forma direta, US$ 1 trilhão em suas economias, que, quando somadas às perdas indiretas, ascendem a US$ 2,3 trilhões num único ano.
Apesar de representarem cerca de 12% da população dos países que reportam estes dados, os países menos desenvolvidos concentram 28,7% das mortes notificadas.
Por sua vez, os países em desenvolvimento sem litoral representam 20,8% dos óbitos, apesar de corresponderem a apenas 5,1% dessa população.
O Undrr diz que estas discrepâncias evidenciam a importância da redução do risco de desastres liderada localmente, bem como da orientação, do financiamento e do apoio técnico direcionados aos países que enfrentam níveis elevados de risco e capacidade limitada para absorver choques.
Guterres apela à prevenção coletiva
Numa altura em que os desastres são mais frequentes e severos, António Guterres lembrou que a segurança começa nas próprias residências e que a preparação doméstica pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
Neste sentido, o secretário-geral pediu aos governos para exigir códigos de construção que tenham em conta os riscos e o planeamento do território, a par do investimento do setor privado em construções resilientes e seguros acessíveis.
O chefe da ONU sublinha ainda que todas as comunidades devem ter acesso a sistemas eficazes de alerta precoce e que o acesso dos países em desenvolvimento aos recursos de preparação deve ser garantido.

















