Pesquisadora baiana cria inseticida de baixo custo e não tóxico

Pesquisadora baiana cria inseticida de baixo custo e não tóxico

Preocupada com o avanço das doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti, a pesquisadora baiana, Layse Lima, concluinte do mestrado em ecologia e evolução da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) buscou  uma forma de combater as larvas do mosquito. Ela criou um inseticida natural e não tóxico, feito a partir uma planta conhecida como Nim ou amargosa. A ideia foi encontrar uma maneira de fazer um produto com baixo custo para pessoas que não podem comprar inseticidas industrializados. A formula é simples: bastou triturar 400 gramas da semente da planta e acrescentar um litro de água.

O projeto recebeu apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e foi desenvolvido em parceria com o professor Gilberto Mendonça, também da Uefs. Segundo a criadora do novo “bioinseticida”, Layse Lima, concluinte do mestrado em ecologia e evolução da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), para o desenvolvimento deste produto, bastou triturar 400 gramas da semente da planta e acrescentar um litro de água.

“Dessa forma, qualquer um pode ter um bioinseticida em casa, de forma prática e barata. Outras partes desta mesma planta já são utilizadas com o mesmo viés, mas a partir da criação de um óleo, do qual é necessário um processo mais longo e que custa mais caro”, explica Layse Lima, concluinte do mestrado em ecologia e evolução da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uef).

A pesquisadora conta que a inspiração para o trabalho veio das visitas domiciliares que realizava pelo Centro de Controle de Zoonoses de Santo Amaro, onde a maioria dos moradores acumulava água que gerava focos de pragas dos mosquitos. “A situação é mais complicada do que parece. Nessa região,  não basta somente remover os acúmulos de água, pois realmente há a necessidade de mantê-los em determinados reservatórios, visto que o local não possui abastecimento diário”, alerta.

O produto possui a vantagem de não ser tóxico e teve uma eficiência de 76% na eliminação das larvas.. “A princípio, a quantidade utilizada em formulados para eliminar as larvas de mosquito não é tóxica para nenhum mamífero, mas estamos aprimorando os estudos para nos certificar da quantidade adequada para que a substância continue sendo inofensiva aos humanos”, afirma.

Cultivada em inúmeras regiões do País, o Nim, além de utilizado como alimento em algumas regiões do mundo, é amplamente usado, principalmente, como planta medicinal. Árvore de crescimento rápido, o Nim geralmente atinge 15 a 20 m de altura e sob condições muito favoráveis, até 35 a 40 m. Não perde as folhas, a não ser em condições extremamente secas. O diâmetro da copa pode atingir 15 a 20 m, em árvores velhas e isoladas. Tem flores hermafroditas, permitindo que árvores solitárias possam produzir frutos. As abelhas ajudam na polinização. Desenvolve raiz pivotante de crescimento rápido. A floração se inicia em dezembro e janeiro, observando-se os primeiros frutos a partir de fevereiro. Os frutos amadurecem entre abril e maio, a polpa amolece e as sementes caem ao chão. Na Índia e no Paquistão, existem produtos à base do óleo da amêndoa do Nim, indicado como anti-hiperglicêmico, antisséptico, calmante, cicatrizante de ferimentos, sedativo local e contraceptivo.

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