Intolerância e alergia alimentares - Saiba a diferença e como proceder

Intolerância e alergia alimentares - Saiba a diferença e como proceder

Nesta segunda- feira ( 29/04) Patrícia Tosta entrevistou no Programa Saúde no Ar, a Professora Adjunta do Departamento de Ciência dos Alimentos da Escola de Nutrição da UFBA e Mestre em Ciência de Alimentos, Neuza Maria Miranda, e a Nutricionista formada pela Universidade Federal de São Paulo, Giesy Ribeiro. O tema abordado foi a intolerância alimentar e as alergias.

As especialistas explicaram a diferença entre alergia e intolerância. Segundo Giesy Ribeiro “a alergia é uma reação imunológica do nosso corpo”. Nas alergias existe a falta de reconhecimento da proteína e o organismo começa a ter reações. As alergias são mais frequentes em crianças. Existindo a insuficiência da enzima chamada de lactase que é necessária para “quebrar” a lactose. A falta da enzima é uma questão genética.

Neuza Miranda explicou que as alergias ocorrem em pessoas de todas as etnias mas a frequência maior é entre as pessoas de pele branca.

Quando os país são alérgicos a possibilidade da criança ser alérgica é de 70%. Se apenas o pai ou a mãe é alérgica,a possibilidade diminui para 30%.

Giesy explicou que a intolerância é ” a dificuldade enzimática do nosso corpo de absolver ( metabolizar) algum carboidrato”

Para a intolerância não existe tratamento. A única solução é deixar de consumir o alimento.

Sintomas: Boca inchada, urticária, vermelhidão na pele, dificuldade de deglutir, falta de ar.

” O ideal é suspender o uso do alimento suspeito e procurar imediatamente o médico especialista em alergias” diz Neuza Miranda. O teste inicial é o cutâneo mas pode ocorrer resultados de falso negativo.

Neuza Miranda explica que é preciso fazer uma dieta de exclusão com a participação de um nutricionista para se chegar a um diagnóstico correto. “Não é muito simples. Leva tempo para investigar”.

A especialista destaca que a alergia independe da quantidade ingerida . ” Uma pessoa pode ter alergia até pelo cheiro”, e citou como exemplo, o camarão.

Ainda segundo Neuza Miranda, em adultos as alergias mais comuns são pela ordem: frutas. castanha, nozes e pescado.
Nas crianças a alergia mais comum é de leite e em seguida, ovos.

Lúcia, uma ouvinte do programa relatou que por falta de condições para procurar um especialista, ela passou a retirar vários alimentos de sua dieta e passou a ter problemas com peso.

” Insisto na ida ao especialista. Não é bom retirar alimentos sem a orientação de um nutricionista” Existem especialistas com preços de consultas populares”, afirma Neuza Miranda.

Gisely destaca que nos alimentamos durante o dia com diversos alimentos e quem nem sempre o último ingerido foi o que causou os sintomas manifestados. “Comemos várias alimentos durante o dia e as vezes relacionamos ao último a causa do que a gente comeu e não foi aquele alimento”

Os yogurtes, principalmente sabor morango, possuem corantes artificiais feitos de insetos que causam alergias. São os corantes de cochonilhas, também presentes em sorvetes.

As alergias também podem ser causadas por medicamentos, corantes artificiais de alimentos industrializados,batons importados (que possuem o fixador) mariscos ( por possuir metais) entre outros alimentos.

Neuza Miranda destaca que apenas de 4% a 8% das crianças possuem alergias e entre os adultos a taxa cai pela metade. 2% a 4%.

Matéria Exclusiva do Portal Saúde no Ar. Jorge Roriz

Clique nos links e baixe as cartilhas do IDEC sobre “Alergias alimentares”  e da Vigilância Sanitária em parceria com o IDEC e a Anvisa.

Cartilha de Alergia Alimentar

Vigilância sanitária – Guia didático

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