Estudo no Complexo da Maré atesta potencial de proteção da AstraZeneca

Estudo no Complexo da Maré atesta potencial de proteção da AstraZeneca

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizou um estudo usando a vacina Oxford/Astrazeneca, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e concluiu que 21 dias após a primeira aplicação do imunizante, a efetividade contra casos sintomáticos de covid-19 foi de 42,4%.

O Complexo da Maré reúne 17 comunidades onde moram cerca de 130 mil pessoas. Para aferir a efetividade, o estudo comparou pacientes que testaram positivo para covid-19 com pacientes que não testaram positivo. O período abordado, entre 17 de janeiro e 14 de setembro, caracterizou-se por uma predominância das variantes Gama e Delta.

Na população abaixo de 35 anos, a efetividade foi de 57,5%. Acima dessa idade, a proteção caiu para 34,8%. Mas em todo caso há uma melhora ao longo do tempo: a efetividade em toda a população acima de 18 anos chega a 58,9% entre o 42º e 55º dia após a primeira dose e passa a cair depois disso. Isso mostra a IMPORTÂNCIA DE SE TOMAR A SEGUNDA DOSE.

Segundo a Fiocruz, a  pesquisa no Complexo da Maré consiste em um trabalho pioneiro voltado para estimar a proteção da vacina sobre a população de uma comunidade carente e pouca assistida pelos poderes públicos.

Os pesquisadores consideram que os resultados da pesquisa alcançou bons índices de proteção, mas destacam que após 60 dias,  a proteção é reduzida e  a segunda dose é essencial.

JR

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