Dessa forma, a desnutrição entre meninos negros (pretos e pardos), elevou dois pontos percentuais acima do valor observado entre meninos brancos. O ápice registrado em 2019 (7,5%). Em 2020, o percentual chegou a 7,2% e, em 2021, 7,4%.
Por outro lado, entre os meninos brancos, aconteceu a curva inversa, com redução do percentual da desnutrição a partir de 2019. Quanto atingiu 5,1%, passando para 5%, em 2020, e para 4,9%, em 2021.
“Os meninos negros estão sendo mais afetados pela fome, pela desnutrição. A gente pode atribuir isso à desigualdade racial e de renda no Brasil. A gente sabe que a população negra ocupa as camadas mais pobres da sociedade, em detrimento da população branca, que ocupa outros grupos, como a classe média e classes mais altas”, apontou o gestor de Projetos de Obesidade Infantil do Instituto Desiderata, Raphael Barreto, doutorando em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A partir de dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) do Ministério da Saúde, gerados pelas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), o Panorama mostra aumento da insegurança alimentar de 2015 a 2021, aumentando as incidências de desnutrição e também de obesidade.

















