China enfrenta pior surto de covid-19 desde março de 2020

China enfrenta pior surto de covid-19 desde março de 2020

 

De acordo com informações do Reuters, a China está enfrentando o pior surto de covid-19 desde março de 2020. Uma única província registra aumento diário recorde de casos.

Segundo o tabloide estatal Global Times, em publicação nesta terça-feira (19), nenhum país tinha experiência em lidar com o vírus. “Olhando para trás, nenhum país poderia ter um desempenho perfeito ao enfrentar um vírus novo. Nenhum país pode garantir que não cometerá erros se uma epidemia semelhante ocorrer novamente”, afirmou a publicação.

Dessa forma, segundo dados divulgados pelo país, a China registrou hoje mais de 100 novos casos de covid-19 pelo sétimo dia. Foram 118 novos casos nessa segunda-feira (18), contra 109 no dia anterior.

De acordo com a comissão nacional de saúde, foram 106 foram infecções locais, com 43 relatadas em Jilin; bem como um novo recorde diário para a província do Nordeste, e 35 na província de Hebei, que circunda Pequim.

A própria capital chinesa relatou um novo caso, enquanto Heilongjiang, no Norte, teve 27 novas infecções.

 

Novo surto

 

O surto em Jilin começou com um vendedor infectado que viajava da província vizinha de Heilongjiang, local de um foco anterior de infecções. Além disso, o número total de novos casos assintomáticos, que a China não classifica como infecções confirmadas, caiu de 115 um dia antes para 91. Contudo, o número total de casos confirmados de covid-19 na China continental é de 89.454, enquanto o número de mortos permaneceu inalterado em 4.635.

De acordo com painel independente de especialistas que analisa a pandemia, liderado pela ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark; bem como a ex-presidente liberiana Ellen Johnson Sirleaf, disse que as autoridades chinesas poderiam ter aplicado medidas de saúde mais enérgicas em janeiro do ano passado para conter o surto inicial. Além disso, as especialistas criticaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) por não declarar uma emergência internacional até 30 de janeiro.

Ainda assim, uma equipe da OMS permanece em Wuhan, cidade central da China onde a doença foi detectada para investigar as origens da pandemia que matou mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo

 

 

 

Fonte: Reuters

 

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