Calor aumenta risco de infecção urinária

Calor aumenta risco de infecção urinária

A infecção urinária pode acometer qualquer órgão do sistema urinário e tem sintomas conhecidos como dor ao urinar; necessidade de urinar com frequência; urina escura ou com presença de sangue, dor pélvica, entre outros. O aspecto da urina pode também trazer informações valiosas. A urina turva e/ou avermelhada pela presença de sangue, causada por cálculo ou pelo próprio processo inflamatório é um alerta importante. Se não tratada, a infecção urinária pode causar outras complicações como a infecção dos rins, chamada de pielonefrite, ou até mesmo, evoluir para casos de septicemia, a infecção generalizada. Uma infecção grave que atinge os rins pode levar a perda aguda da função renal ou causar cicatrizes nestes órgãos, levando futuramente a perda total da função renal.

A Pielonefrite é provocada pela ação de bactérias nos rins. O agente infeccioso se instala, na maioria das vezes, inicialmente na uretra e na bexiga (trato urinário inferior) e, por falta de tratamento adequado, ou por outros fatores de risco, esses agentes infecciosos atingem os rins.

As mulheres são muito mais propensas a desenvolver infecção urinária. Mas com alguns cuidados simples, é possível prevenir este quadro: ingestão adequada de líquidos, evitar uso de biquínis ou calcinhas molhados, colocar as calcinhas para secar expostos ao Sol e passar ferro quente antes de usar, evitar uso de duchas para higiene íntima. Mulheres com infecção urinária de repetição devem buscar acompanhamento regular com nefrologista ou urologista, a fim de investigar possíveis alterações anatômicas ou outras causas que justifiquem a repetição do quadro infeccioso” explica a nefrologista Ana Flavia Moura, do Grupo CSB, que ainda alerta: “É fundamental que gestantes pesquisem a presença de bactérias na urina, mesmo que não estejam com sintomas infecciosos. ITU em gestantes é uma das causas mais comuns de parto prematuro.”

Existem algumas condições que aumentam o risco de desenvolver pielonefrite. São elas:

         Anatomia feminina – As mulheres estão sujeitas a desenvolver infecções do trato urinário que podem afetar os rins devido ao tamanho da uretra feminina (3 cm), que é muito mais curta do que a masculina (mede por volta de 12 cm) e está localizada entre a vagina e o ânus, posição que favorece a entrada de micróbios especialmente durante o ato sexual;

         Obstrução no trato urinário, pedra nos rins, gravidez, malformações anatômicas, uso prolongado de cateteres urinários, aumento benigno da próstata são condições que, além de retardar o fluxo da urina e o esvaziamento completo da bexiga, favorecem a proliferação de bactérias que podem alojar-se nos rins;

         Sistema imunológico debilitado – portadores de HIV, hepatite, diabetes, ou que fazem uso de medicamentos imunossupressores podem ter diminuída a capacidade de reagir contra a infecção;

         Refluxo vesicoureteral – retorno de pequenas quantidades de urina da bexiga urinária para os ureteres e para os rins durante a micção por mau funcionamento das válvulas existentes no trato urinário. Embora esse refluxo seja mais frequente na infância, pode ocorrer na vida adulta também.

Como evitar:

         Beba bastante líquido, água de preferência. Além de manter o corpo bem hidratado, líquidos ajudam a eliminar os agentes infecciosos quando a pessoa urina;

         Atenda prontamente a vontade de esvaziar a bexiga. Urina armazenada na bexiga pode transformar-se num foco de infecção;

         Urine logo após a relação sexual, como forma de eliminar as bactérias que por acaso tenham penetrado pela uretra;

         Proceda a higiene local com água. Se for usar papel higiênico depois de urinar ou evacuar, passe-o da frente para trás a fim de evitar que as bactérias do intestino se espalhem pela uretra e bexiga.

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