Barra Torres - "Quem vacina é o Ministério da Saúde, não é a Anvisa"

Barra Torres - "Quem vacina é o Ministério da Saúde, não é a Anvisa"

A jornalista Andreia Sadi,  da Globo News, entrevistou o presidente da Anvisa, o almirante, médico da marinha e presidente da Anvisa, Antônio de Barra Torres. A entrevista  foi ao ar  nesta quarta- feira (12/01)  no programa Em foco.

Sobre o auto- teste, Barra Torre disse que é uma tendência mundial mas que precisa de uma política pública. O Ministério da Saúde é que vai entregar a documentação a Anvisa e até o momento os documentos não chegaram a Anvisa.
” Não é simplesmente liberar o teste para o cidadão fazer é preciso vir dentro de uma política pública de saúde. É preciso estabelecer regras. Por exemplo se uma pessoa testa positivo quem vai computar esses dados” afirmou.

Sobre a Coronavac para crianças, ele disse que já está de posse da documentação enviada pelo Instituto Butantan e que em breve a Anvisa vai decidir a respeito disso

Sobre a questão da vacinação, o presidente Bolsonaro coloca a Anvisa como inimiga e diz que a Anvisa diz quem vacina e como vacina, mas na verdade não é isso que acontece.
Barra Torres diz que, ” A Anvisa não manda vacinar ninguém” ela libera a vacina e quem faz as regras do plano nacional de vacinação é o Ministério da Saúde.

Sobre a nota divulgada por Barras Torres, a jornalista Andréia Sadi, perguntou por que ele assinou como militar. Barra Torres disse “essas coisas estão no nosso DNA, depois de 30 anos como militar, não tem jeito, “Quem fala sobre as Forças Armadas são os comandantes. Em momento algum eu falei em nome da Marinha. Quem fala pela Marinha é a Marinha do Brasil, pura e simplesmente.

Barra Torres afirmou:

“Foi uma questão de método. Eu cito logo no primeiro paragrafo, o tempo que eu passei lá, cito minha família, cito minha atividade técnica dentro da Medicina, cito minha fé cristã, e embaixo eu coloco ali qual era o motivo daquela correspondência, o que nos impactou e gerou aquela correspondência, e ali, eu tenho certeza que está presente a coletividade da Anvisa, que do mesmo jeito que eu tem uma formação profissional do qual se orgulha. tem uma capacitação técnica de altíssimo nível, nós temos vários e vários pós doutores aqui na agencia. Uma coletividade jovem muito bem preparada, todos com apreço fundamental a suas famílias as suas diversas crenças religiosas que são professadas. De certa maneira em que pese uma carta em uma primeira analise pessoal mas com certeza tem na sua raiz um espelho com a coletividade que trabalha aqui. Poderia ser eu de outra área qualquer, poderia ser eu apenas ser o médico e não ter o passado militar, mas como eu ouvi alguns ruídos, eu faço questão por dever de justiça, deixar muito claro.”

Segundo Sadi, ele diz que estão colocando um peso na Anvisa como se ela estivesse pressionando alguém para vacinar.

“A Anvisa não vacina ninguém quem vacina é o Ministério da Saúde. NAO É A ANVISA QUE ESTÁ QUERENDO OU DEIXANDO DE VACINAR CRIANÇAS. ISSO ESTÁ SENDO FEITO NO MUNDO TODO, E ESTÁ SENDO CONSIDERADO SEGURO. A DECISÃO DE USO É DO MINISTÉRIO DA SAÚDE.

Após a ameaça de Bolsonaro em dizer que ia divulgar os nomes dos funcionários da Anvisa, as ameaças contra a Anvisa se intensificaram. Hoje a Anvisa já recebeu 300 ameaças.
Embora tenha sido solicitado, não existe nenhum tipo de segurança da policia aos funcionários da Anvisa. São 1.600.

 

“A adesão voluntária da população à vacinação é patente, a população expressivamente aderiu à primeira dose, segunda dose. Há de se trabalhar para a dose de reforço. E essa vacinação é feita pelo gestor do PNI, que é o Ministério da Saúde. Então, de fato, quando a gente vê algum posicionamento do presidente que se contrapõe ao que o próprio governo dele está fazendo, porque é o que está fazendo, isso é fato simples e claro. Quem está vacinando é o ministério. Então, eu vejo ali que seria tão bom se essas duas forças, a força da vacinação brasileira, que é maciça… Três forças perdão, a adesão da população que é tradição nossa, conquistada ao longo de décadas, e se houvesse também uma sinalização mais clara no sentido de que isso é importante e que a gente consegue sair dessa crise assim, sem dúvida nenhuma seria muito melhor, seria muito bom”.

“O que importa para a nossa população, para o cidadão que está tentando sobreviver em meio a toda essa situação de adversidade? É que os gestores continuem trabalhando em prol desse mesmo cidadão. Tendo, uns pelos outros, a relação que nunca pode ser arranhada que é a relação funcional. Qual a missão da Anvisa? Se um fabricante protocola para análise um dossiê de uma medicação, de uma vacina, ele inclusive paga uma taxa – há uma arrecadação -, e ele protocola um dossiê, a nós não resta nada a fazer que não dar segmento à análise. Essa análise, quando terminar, nós temos que dar um resultado. Esta vacina atingiu os níveis que tem que atingir? Ela está consoante aos protocolos praticados no mundo, ela está no estado da arte para esse produto? Sim ou não? Está? Ela está aprovada. Então, não é razoável, não é justo dizer que a Anvisa está com algum tipo de intenção. A Anvisa não tem intenção, não tem opinião. A Anvisa decide e oferece o resultado da decisão ao ministério, que escolhe”.

Informações da Globo News./ JN

 

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