As variantes do novo Coronavírus

As variantes do novo Coronavírus

Todos os vírus, sofrem mutações. O vírus da gripe por exemplo, tem uma quantidade de variantes maior do  que o novo Coronavírus e por isso, é necessário vacinar contra a gripe influenza todos os anos. Desde que foi notificado em dezembro de 2019 no distrito chinês de Wuhan, o novo  Coronavírus sofreu mutações.

Três  variantes do novo Coronavírus preocupa os cientistas:

A variante sul-africana, chamada 501.V2, a brasileira do estado do amazonas, P.1 e a do Reino Unido a B 1.17. As variantes tem uma capacidade de transmissão da doença de forma muito mais rápida, mas não há nenhum dado que comprove a ligação com doenças mais graves.

Nos EUA a quantidade de pessoas infectadas com a nova variante britânica, dobra a cada dez dias.

No Brasil a variante de Manaus já está nos seguintes estados: A nova cepa já circula, oficialmente, em seis estados brasileiros: Amazonas, Acre Rio de Janeiro, São Paulo, Roraima, Pará e Sergipe e Santa Catarina,  Ceará, Bahia.

Na Inglaterra,  os viajantes que omitirem  que chegaram de países que possuem as novas variantes, podem ser presos. O  Brasil não tem tido cuidado com viajantes vindos do Reino Unido e da África do Sul.

Nesta quinta- feira, 11 de fevereiro a OMS emitiu um comunicado informando que  há possibilidade da variante de MANAUS, SER A MAIS RESISTENTE AS VACINAS. A proporção de casos com P.1 entre as amostras testadas na cidade, aumentou de 52% em dezembro de 2020 para 91% em janeiro de 2021.

No total, 20 países já identificaram casos da variante P.1, cinco a mais que na semana passada.

“Com base em investigações preliminares, as mutações detectadas na variante P.1 poderiam potencialmente reduzir a neutralização de anticorpos”, disse. “Entretanto, são necessários estudos adicionais para avaliar se há mudanças na transmissibilidade, gravidade ou atividade neutralizadora de anticorpos como resultado desta nova variante”, concluiu a OMS.

Apesar do alerta sobre as variantes, a OMS destaca que a semana registrou uma queda de 17% no número de novos casos no mundo.

Os cientistas afirmam que quanto mais lenta a vacinação, maior a transmissão e em países com taxas de transmissões elevadas, como no Brasil e na África do sul, por exemplo,  a possibilidade de surgir novas variantes , inclusive resistentes as vacinas.

A aceleração da vacinação no Brasil precisa ser feita, e para isso urge que o governo brasileiro negocie a compra de mais vacinas e a Anvisa autorize. não se trata de interferir na autonomia da Anvisa. não justifica que uma vacina como a Sputnik por exemplo, já aplicada em 20 países, teria a possibilidade de prejudicar os brasileiros. o Brasil tem 21 dias com média móvel de mortes acima de mil casos. a demora na análise da Anvisa, significa mais mortes.

A pandemia não terá fim em um prazo curto. outras variantes podem surgir com resistência as vacinas.  Nesse caso, será necessárias doses de reforço, como ocorre anualmente com a gripe influenza. as pessoas que já tiveram Covid podem ser contaminadas com essas variantes. as vacinas impedem os casos graves e hospitalizações mesmo com as variantes

Jorge Roriz

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