Após dois diagnósticos de câncer de mama, servidora pública supera doença

Após dois diagnósticos de câncer de mama, servidora pública supera doença

Ariadne Vilella de Paula, funcionária pública, hoje com 50 anos, descobriu em 2007 um câncer na mama esquerda. Em março de 2008, após a confirmação da neoplasia maligna, ela teve parte da mama retirada e iniciou o tratamento com quimoterapia. Apos 32 sessões, ela retornou ao trabalho e se sentiu curada. Após seis meses, Ariadne  foi diagnosticada com câncer na mama direita.

“No primeiro momento, quando recebi o resultado positivo para a doença, parecia que a morte estava na sua cara. No segundo diagnóstico, a médica disse que eu tinha a opção de retirar as duas mamas. Saí do consultório e fui para casa pensar. Cheguei e já liguei dizendo que queria retirá-las. Assim, eu não ficava com fantasmas de aparecer o terceiro câncer. Eu sou assim, prática. O que tiver que fazer, eu faço”.

“Levei um susto! Chorei muito! Descobri que estava cheia de microcalcificações. O médico disse que eu teria que fazer uma mastectomia. Confesso que me assustei mais desta segunda vez. O tratamento mais longo foi mais assustador. Para mim, eu estava livre do câncer”, disse Ariadne.

Ariadne lembra o drama para informar a doença que tinha para a filha de nove anos: “Eu precisava prepará-la. Disse assim: ‘a mamãe vai tomar um remédio muito forte. O cabelinho da mamãe vai cair. Mas vou comprar uma peruca muito linda’. Nossa, o olho dela encheu de lágrima. Mas, depois disso, tudo fluiu. Sempre tratei o câncer com serenidade por causa dela. Eu precisava viver, precisava ver minha filha crescer”.

Os dois diagnósticos e as duas batalhas que hoje fazem parte apenas no passado de Ariadne despertaram nela a vontade de ser apoio a outras vítimas do câncer e dizer: “não tenha medo, vai dar certo!’.

O câncer foi só um obstáculo superado. “Eu necessitava ver minha filha crescer. Isso foi o que me motivou a ir rompendo cada fase, sempre pensando nela”, afirmou.

Fonte: https://tribunademinas.com.br/

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