Durante quase 30 anos, a cientista Tatiana Sampaio desenvolveu pesquisas sobre a polilaminina longe dos holofotes. A descoberta ganhou projeção nacional após os resultados de um estudo clínico com pacientes que sofreram lesões medulares, e a divulgação do trabalho fez crescer a procura pelo tratamento experimental. Mas a Anvisa, segundo a pesquisadora, passou a restringir o acesso por uso compassivo sem apresentar justificativas para a decisão.
“O que está acontecendo, nesse momento, é que a Anvisa restringiu o uso. Simplesmente alguém resolveu que não quer mais e pronto”, afirma a cientista, nesta entrevista exclusiva ao A TARDE. Segundo ela, a mudança reduziu drasticamente o número de pacientes que podem ter acesso ao tratamento experimental: “De cada 100 pessoas que chegam, só três ou quatro se encaixam”.
A Anvisa impõe restrições rigorosas e obrigatórias para os polivitamínicos comercializados no Brasil. O setor é altamente regulado para garantir a segurança da população.
As principais restrições impostas pela agência determinam:
• Limites Máximos de Dosagem: Nenhuma marca pode colocar a quantidade de vitaminas que quiser em uma cápsula. A Anvisa define tetos diários rígidos. Se o produto ultrapassar esse limite, ele deixa de ser suplemento e precisa ser registrado obrigatoriamente como medicamento.
• Lista Fechada de Ingredientes: Os fabricantes só podem usar fontes de vitaminas e minerais que estejam explicitamente autorizadas e testadas pela agência. Qualquer substância fora da lista oficial é proibida.
• Proibição de Alegações de Saúde: É terminantemente proibido sugerir que o polivitamínico previne, trata ou cura doenças. O rótulo e a propaganda devem se limitar a informar que o produto fornece nutrientes para o corpo.











