Mais de 100 mil

Mais de 100 mil

Neste sábado, 08 de agosto de 2020, o Brasil registrou a triste marca das mais de 100 mil vítimas da covis-19. Vidas produtivas, ceifadas das famílias, das comunidades, das cidades, do país, vidas que importam.
Tantas incertezas no universo da pandemia, em que a única certeza é que vão fazendo vítimas fatais e criando vítimas a curto, médio e longo prazos nos diversos setores sociais. A sociedade não será mais a mesma, precisa se reinventar para sobreviver.
As incertezas perpassam o universo político criando mais dicotomias, e atônitos vão reverberando seus interesses camuflados como verdades absolutas para uma nação já combalidas, sofrida de tantas outras pandemias do cotidiano.
Assistimos as incertezas no campo da ciência, quando percebemos os frágeis estudos científicos, julgar encontrar soluções milagrosas. Quantos por que`s precisam de respostas, desde a imunidade individual a soluções sociais. Quantas vitimas mais?
Assistimos essas incertezas no setor jurídico quando a justiça do Rio de Janeiro determina fechar escolas, enquanto a do Amazonas determina retorno as aulas. Professores e alunos, vulneráveis ao vírus em aulas presenciais e as plataformas digitais em salas vazias, quando não pouco acessadas. Triste momento! Os desfechos da pandemia não poderiam ser pior em sociedades com tantos desníveis educacionais. Infelizmente aprofundam as desigualdades sociais nesta transição.
A pandemia vai descortinando a revolução digital que se instalou sem pedir licença. Como um dominó emparelhado vai reconduzindo cada setor da sociedade para um mundo novo. Primeiro o setor de comunicação, em seguida a educação, saúde, economia, …. Os mais fortes sobreviverão.
Aos que pensam que são inatingíveis, pensem! Todos estamos náufragos nesta tempestade e nadar sozinho pode ser a pior opção. Alguns analistas já apontam os desfechos da pandemia para uma sociedade de duas classes sociais; os quase pobres (C-) e os muitos muitos ricos (A+). Neste cenário fortalecer a economia solidaria sustentável digital, parece ser o mais sensato, antes que afoguemos no mar das incertezas.
Ezequiel Oliveira, 09/08/20
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