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Festejos juninos pedem atenção aos riscos de queimaduras com fogos

Especialista do curso de Enfermagem da Unijorge destaca a importância de buscar atendimento adequado e evitar receitas caseiras

Fogueiras e fogos são tradições das festas de São João que exigem cuidados. Segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), cerca de 70 mil pessoas são internadas anualmente na rede pública de saúde em decorrência de queimaduras. A preceptora do curso de Enfermagem da Unijorge e especialista em qualidade e segurança na assistência dermatológica, Neuma Ramos, alerta que os acidentes mais frequentes estão relacionados ao contato com fogueiras, brasas, líquidos inflamáveis e fogos de artifício.

“As mãos, braços, rosto e pernas costumam ser as regiões mais atingidas. Além das queimaduras térmicas, que provocam sensação de muito calor e queimação, os fogos de artifício podem causar lesões graves por explosão, atingindo pele, olhos e até provocando amputações em casos mais severos”, acrescenta.

Segundo Neuma, as queimaduras são classificadas de acordo com a profundidade da lesão. As de 1º grau atingem apenas a camada mais superficial da pele e apresentam vermelhidão, dor, ardência e leve inchaço, sem formação de bolhas. Já as de 2º grau acometem camadas mais profundas da pele, causando vermelhidão intensa, dor significativa e formação de bolhas.

Os casos mais graves ocorrem quando a queimadura é de 3º grau, pois atinge todas as camadas da pele e alcança músculos, tendões e ossos. “Nestes casos, a pele pode apresentar aspecto esbranquiçado, escurecido ou carbonizado e, em alguns casos, a dor pode ser menor devido à destruição das terminações nervosas”, afirma.

Ao sofrer uma queimadura, algumas medidas simples podem minimizar os danos, aliviar a dor e diminuir a progressão da lesão. O contato com a fonte de calor deve ser interrompido; a área queimada deve ser resfriada com água corrente em temperatura ambiente por aproximadamente 20 minutos; acessórios como anéis, pulseiras e relógios devem ser retirados, caso não estejam aderidos à pele; a região atingida deve ser coberta com pano limpo ou gaze estéril. A vítima deve ser mantida hidratada e é necessário e observar sinais de agravamento.

Apesar dos cuidados iniciais, algumas situações exigem avaliação médica. Ela deve ser procurada quando a queimadura é de 2º grau extensa ou de 3º grau, se atingir rosto, olhos, mãos, pés, genitais ou grandes articulações, ou for causada por eletricidade, explosão ou produtos químicos.

É importante observar se há sinais de infecção, como vermelhidão intensa, secreção ou febre, e se a vítima apresenta dificuldade para respirar, especialmente em casos de exposição à fumaça. A atenção deve ser maior quando a área queimada é extensa ou envolve crianças, idosos ou pessoas com doenças crônicas.

“Nesses quadros, sobretudo quando há comprometimento de áreas sensíveis como rosto, mãos, pés e genitais, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de urgência ou hospital de referência para avaliação médica”, reforça.

Evitar práticas populares

A especialista ressalta que alguns mitos e produtos utilizados popularmente podem agravar a lesão e aumentar o risco de infecção. Por isso, não se deve aplicar pasta de dente, manteiga, óleo, café, clara de ovo ou qualquer produto caseiro sobre a queimadura; não utilizar gelo diretamente na pele queimada; não estourar as bolhas. Não se deve remover roupas ou materiais aderidos à área lesionada; nem aplicar medicamentos sem orientação profissional.

“Nas festas juninas ou qualquer situação envolvendo o uso de fogos, a melhor forma de evitar queimaduras é manter distância segura de fogueiras, supervisionar crianças constantemente e adquirir fogos de artifício apenas em locais autorizados, seguindo rigorosamente as determinações de segurança”,

Instituto de Saúde da Unijorge

No Instituto de Saúde da Unijorge no Campus Paralela, o curso de Enfermagem realiza o acompanhamento de pacientes com lesões de pele por meio de assistência especializada em tratamento de feridas. O atendimento ocorre tanto em situações encaminhadas após avaliação médica, quanto em casos que necessitam de avaliação especializada da lesão, com atuação de forma complementar ao tratamento médico. Na consulta, é feita a avaliação da lesão, escolha de coberturas adequadas, acompanhamento da cicatrização, prevenção de complicações e orientação ao paciente e familiares quanto aos cuidados necessários durante o processo de recuperação. Mais informações pelo whatsapp do Instituto de Saúde: (71) 99611-6919.

Foto: Image by DC Studio on Magnific 

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