Domingo foi dia de luta contra a sepse

Domingo foi dia de luta contra a sepse

sepseO dia 13 de Setembro (domingo)  é o Dia Mundial da Sepse, doença que surge quando germes, principalmente bactérias, invadem a corrente sanguínea e  provocam uma intensa resposta inflamatória por todo o  organismo.

Mais de 60 países, incluindo o Brasil, se unirão para conscientizar tanto profissionais de saúde como a população, em geral, sobre a síndrome que mata mais do que alguns tipos de câncer e infarto. Por conta disso, o  Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), com sede no Brasil, se uniu ao Conselho Federal de Medicina (CFM), e lançou, no final do ano passado, a Recomendação CFM Nº 6/2014, inserida no livro “Sepse, um problema de saúde pública”.

“A sepse era conhecida, antigamente, como septicemia ou infecção no sangue”- explica Dr. Luciano Azevedo, presidente do ILAS.” Mas, na verdade, é uma inflamação generalizada do organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. A síndrome pode levar à parada de funcionamento de um ou mais órgãos ou levar à morte, quando não diagnosticada e tratada rapidamente”.

Grande desafio

A sepse continua sendo um grande desafio para profissionais de saúde do mundo todo. Estima-se o que ocorram cerca de 15 a 17 milhões de novos casos todo ano, sendo 670 mil só no Brasil. Dados de estudos epidemiológicos, coordenados pelo ILAS, apontam que cerca de 30% dos leitos das unidades de terapia intensiva em nosso país são ocupados por pacientes com sepse grave.  

Desses 670 mil casos, 55% vão a óbito. As causas da alta incidência da síndrome em nosso país são muitas. Entre elas, o atraso no diagnóstico, motivado não apenas pelo desconhecimento da doença pelos pacientes e familiares, mas pela própria equipe de saúde.

Na última década, a taxa de incidência da doença aumentou entre 8% e 13% em relação à década passada, sendo responsável por mais óbitos do que alguns tipos de câncer, como o de mama e o de intestino. “Muitas são as razões desse crescimento, como o envelhecimento populacional, o aumento das intervenções de alto risco e o desenvolvimento de agentes infecciosos mais virulentos e resistentes a antibióticos”, disse o Dr. Luciano Azevedo.  

Dr. Luciano Azevedo acrescenta ainda que “uma pesquisa do ILAS, em parceria com o Instituto Datafolha e 134 municípios brasileiros, mostrou que 93% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre sepse. Campanhas de esclarecimento envolvendo sociedades médicas e imprensa devem ser realizadas para minimizar o problema. Mais informações sobre a Campanha: www.diamundialdasepse.com.br.


A.V.
 

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