A cirurgiã brasileira, Angelita Habr-Gama, reconhecida entre os cientistas mais influentes do mundo, morreu no último sábado (30), aos 92 anos, em São Paulo.
A médica estava internada desde 6 de maio no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, instituição à qual dedicou mais de seis décadas de sua carreira.
Ela foi a primeira mulher titular em cirurgia na Faculdade de Medicina da USP, a primeira brasileira aceita pela Sociedade Americana de Cirurgia e a primeira premiada pela Sociedade Europeia de Cirurgia. Também foi presidente da Sociedade Brasileira e da Sociedade Latino-Americana de Coloproctologia e do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva.
Em uma especialidade historicamente dominada por homens, Angelita tornou-se referência e abriu portas para gerações de médicas. Em 2020, lançou a biografia “O Não Não É Resposta” (DBA Editora), relatando os desafios enfrentados ao longo de sua carreira.












