Cerimônia de canonização de Irmã Dulce será realizada no dia 13 de outubro

Na manhã desta segunda- feira,( 01/07) foi anunciada a data da canonização de Irmã Dulce.

13 de outubro  foi a data escolhida. Ela é  primeira mulher nascida no Brasil que se tornará santa. A cerimônia vai acontecer no Vaticano em Roma e será celebrada pelo Papa Francisco.

A informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira (1º), em coletivas de imprensa que ocorreram em Roma, no Vaticano, e no Santuário Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, no Largo de Roma, em Salvador, conforme anunciamos no Portal.

O arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, e a superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, e participaram da coletiva, em Salvador.

“No dia seguinte à canonização [13 de outubro], no dia 14 de outubro, haverá uma missa na Igreja de Santo Antônio dos Portugueses [Roma], igreja do século XVII. Será a missa da Santíssima trindade agradecendo o dom de Irmã Dulce. E aqui em Salvador, a celebração será na Arena Fonte Nova, no dia 20 de outubro”, revelou o arcebispo.

Dom Murilo Krieger detalhou que a beata levará o nome santo de Santa Dulce dos Pobres e seu dia será celebrado sempre no dia 13 de agosto, a partir de 2020.

O primeiro milagre:

O referido milagre ocorreu na cidade de Itabaiana, em Sergipe, quando, após dar à luz seu segundo filho, Gabriel, em 11 de janeiro de 2001, Claudia Cristina dos Santos sofreu uma forte hemorragia, durante 18 horas, tendo sido submetida a três cirurgias na Maternidade São José. Diante da gravidade do quadro, o obstetra Antônio Cardoso avisou a família que apenas “uma ajuda divina” poderia salvar a vida de Cláudia. Em desespero, a família da miraculada chamou o padre José Almí para ministrar a unção dos enfermos. O padre, no entanto, decidiu fazer uma corrente de oração pedindo a intercessão de Irmã Dulce e deu a Cláudia uma pequena relíquia da Bem-Aventurada. A hemorragia cessou subitamente. O caso de Cláudia foi analisado por dez peritos médicos brasileiros e seis italianos. Segundo o médico Sandro Barral, um dos integrantes da comissão científica que analisou o milagre, “ninguém conseguiu explicar o porquê daquela melhora, de forma tão rápida, numa condição tão adversa”. O milagre passou por três etapas de avaliação: uma reunião com peritos médicos (que deram o aval científico), com teólogos, e, finalmente, a aprovação final do colégio cardinalício, tendo sua autenticidade reconhecida de forma unânime em todos os estágios.

 O segundo milagre : José Maurício Moreira, 50, entrou do santuário, ao som da Ave-Maria, tocada pelo acordeonista Waldonys, embaixador de Irmã Dulce, mostrando a imagem da religiosa que tinha nas mãos no momento em que foi miraculado. “Passei 14 anos cego e voltei a enxergar no dia 10 de dezembro de 2014, graças a Irmã Dulce”, relatou referindo-se ao milagre investigado e reconhecido pelo Vaticano.

Natural de Salvador, Maurício, aos 22 anos, teve o diagnóstico de um glaucoma muito sério, descoberto tardiamente e já em estado avançado. O tratamento, que durou dez anos, não foi suficiente para impedir que o nervo ótico – responsável pela comunicação com o cérebro – fosse destruído. Desse modo, na virada do ano de 1999 para 2000, ele ficou totalmente cego de ambos os olhos e assim permaneceu por mais de 14 anos. Em 2014, já morando em Recife, Maurício teve uma conjuntivite muito grave e sofrendo com fortes dores, pegou a imagem de Irmã Dulce que pertencera a sua mãe, a colocou sobre os olhos e, com muita fé, fez uma oração pedindo a intercessão do Anjo Bom para que aliviasse as dores da conjuntivite. “Ao acordar, comecei a ver a minha mão. Entendi que Irmã Dulce tinha operado um milagre. Ela me deu muito mais do que eu pedi: eu voltei a enxergar”.

O paulista  Frei Galvão,  foi o primeiro santo nascido no Brasil a ser canonizado, em 11 de maio de 2007, pelo então Papa Bento XVI.

Madre Paulina,  ficou conhecida como a primeira santa do Brasil, no entanto,  ela nasceu na Itália e chegou ao Brasil com dez anos de idade e passou a morar no estado de  Santa Catarina.

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