Casos de dengue avançam no país e deixam três estados em alerta

Casos de dengue avançam no país e deixam três estados em alerta

Desde o começo de 2020, os casos de dengue deram um salto, principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste do país. Três estados estão em alerta para a doença. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, são mais de 57 mil casos suspeitos de dengue no país em 2020 e nove mortes confirmadas.

Os estados com mais de cem casos por cem mil habitantes são Acre, Mato Grosso do Sul e Paraná. Esses índices colocam os três em estado de alerta para a dengue, de acordo com a classificação do Ministério da Saúde.

Números divulgados nesta terça-feira (18) pela Secretaria de Saúde do Paraná mostram que a situação da dengue é ainda mais preocupante. São 17.500 casos confirmados do começo de 2020 até agora e 13 mortes. Essas informações são atualizadas semanalmente no estado, e depois repassadas ao Ministério da Saúde.

“Sarampo nós prevenimos com vacinas, a febre amarela prevenimos com vacinas, a dengue nós temos que acabar ou diminuir a proliferação do mosquito, que é o vetor de transmissão do vírus. Temos que remover e limpar os quintais, evitar o acúmulo de lixo em qualquer lugar”, disse o secretário de estado da Saúde do Paraná, Beto Preto.

Uma das cidades proporcionalmente com o maior número de casos é Quinta do Sol, no Norte do estado. Um de cada sete moradores teve a doença nos últimos seis meses. Até as placas de trânsito podem ser criadouros para o mosquito transmissor da dengue. Por isso, agentes de saúde estão enchendo os canos com areia para impedir o acúmulo de água.

Carros de som alertam para o perigo da dengue. Os agentes também fiscalizam as casas e, agora, se for encontrado foco do mosquito transmissor, o morador é multado em R$ 100.

“A próxima vez que o agente passar, se ele encontrar foco de novo, ele é multado novamente com o valor dobrado da multa, e assim sucessivamente”, explicou Lucas de Almeida, secretário municipal de Saúde de Quinta do Sol, no Paraná.

Num supermercado, sete dos 30 funcionários ficaram afastados do trabalho por causa da doença. Prejuízo para o comércio e para a saúde dos moradores.

“O pessoal tem que se conscientizar que é obrigação de todo mundo cuidar. Não é só da prefeitura, mas sim de cada um. Se cada um fazer a sua parte, com certeza vai melhor bastante essa situação”, disse o gerente Rubens Satelli.

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