Brasileiros não acreditam em progresso com desigualdade social, diz pesquisa

Brasileiros não acreditam em progresso com desigualdade social, diz pesquisa

Uma pesquisa de opinião feita entre os dias 12 e 18 de fevereiro deste ano em 130 municípios, ouvindo 2.086 pessoas, e divulgada  nesta segunda- feira (08.04)  pela Oxfam Brasil em conjunto com o Instituto Datafolha,  informa que a maioria do povo brasileiro concorda que é obrigação do estado diminuir a diferença entre ricos e pobres, o que demonstra uma baixa adesão a um projeto de Estado Mínimo para o Brasil.

Alguns dados identificados na pesquisa:

77% dos entrevistados decidiram se posicionar a favor do aumento dos impostos de pessoas muito ricas.

94% afirmam que o imposto pago pelos cidadãos deve beneficiar os mais pobres.

o entrevistado se considera rico, 85% responderam que não, se colocando na metade mais pobre do país. Mas dois em cada três que responderam à pesquisa acham que a linha da pobreza começa quando a pessoa tem disponíveis R$ 701 mensais, sendo que 53% acham que ela está entre R$ 701 e R$ 1.000 – este último próximo ao valor do salário mínimo atual.

Sessenta e cinco por cento dos respondentes acreditam que, para fazer parte do maior decil de renda, são necessários mais de R$ 5 mil mensais;

Ainda segundo a pesquisa, 64% dos brasileiros afirmam que as mulheres ganham menos só pelo fato de serem mulheres.

Um em cada quatro brasileiros entendem que subiram de classe social desde 2014.

Aumentou a percepção de que percepção de que há racismo e machismo no Brasil que influenciam na vida profissional e financeira.

“Só avançaremos no combate às desigualdades se os temas do racismo, da discriminação de gênero e do respeito à diversidade, da discriminação pelo endereço de moradia, do assassinato de jovens de periferia, tiverem a mesma urgência que os temas econômicos e fiscais”, afirma Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil.

Oxfam Brasil, alerta que Reforma da Previdência deve garantir “que se torne um mecanismo para enfrentar as desigualdades e não para reforçá-las”.

 

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