De acordo com novos dados da Universidade de Maryland (EUA) divulgados pelo World Resources Institute (WRI) e disponíveis na plataforma Global Forest Watch (GFW) e no Global Nature Watch.A perda de florestas tropicais no Brasil, caiu 42,4 em 2025 em relação a 2024, atingindo o menor índice desde 2002. Os dados foram divulgados em 30 de abril.
Essa queda expressiva foi a principal responsável por impulsionar uma redução de 36% na destruição desse tipo de ecossistema em todo o mundo. As maiores perdas foram causadas por incêndios. Grande parte da redução global foi impulsionada pelo Brasil, que abriga a maior floresta tropical do mundo.
“O progresso do Brasil mostra o que é possível quando a proteção das florestas é tratada como uma prioridade nacional”, disse Mirela Sandrini, diretora executiva do WRI Brasil. “Mas a paisagem do Brasil está se tornando mais inflamável, e o aumento do risco de incêndios significa que a fiscalização por si só não será suficiente. Proteger esses avanços exigirá ampliar a prevenção liderada pelas comunidades e construir uma economia que recompense as florestas em pé.”
Apesar da redução significativa, as perdas são grandes. De acordo com os dados, o Brasil perdeu em 2025 1,63 milhão de hectares (Mha) de florestas tropicais primárias (ou seja, as que ainda não foram significativamente alteradas pela ação humana). A área é equivalente a 2,8 vezes o território do Distrito Federal.
Desse total, 65,2% foram ocasionados por incêndios e 34,8% ocorreram por motivos não associados a incêndios, como desmatamento e conversão de áreas naturais. Os números indicam a menor perda já registrada no Brasil desde o início da série histórica, em 2002.
Os estados que registraram maior queda no índice de perdas de florestas primárias foram o Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, todos com redução acima de 40%.
O estado do Maranhão teve um índice considerado o mais elevado (215 mil hectares).
A redução na perda floresta da magnitude registrada em 2025 é algo animador — e demonstra o que ações governamentais decisivas podem alcançar”, afirmou Elizabeth Goldman, codiretora do Global Forest Watch, do World Resources Institute. “Mas parte dessa queda reflete uma trégua após um ano extremo de incêndios. Fogo e mudanças climáticas se retroalimentam e, com a previsão do El Niño para 2026, investimentos em prevenção e no enfrentamento à essa questão serão essenciais à medida que condições extremas propícias a incêndios se tornem a norma.”










