As revoluções industriais ao longo da história e a situação do Brasil

As revoluções industriais ao longo da história e a situação do Brasil

 

Fernando Alcoforado.

Ao longo da história, ocorreram quatro revoluções industriais. A primeira revolução industrial foi impulsionada pela invenção das máquinas a vapor e construção de ferrovias, inaugurando a era da produção mecanizada. A segunda revolução industrial tornou possível a produção em massa, graças aos adventos da eletricidade e das linhas de produção. A terceira revolução industrial foi catalisada pelo desenvolvimento dos semicondutores, mainframes e computadores pessoais, assim como pela internet. Atualmente, vivemos a quarta revolução industrial que envolve máquinas inteligentes simultaneamente com ondas de avanços em diversas áreas, que vão do sequenciamento genético à nanotecnologia.
A 1ª, 2ª e 3ª Revolução Industrial

As três primeiras grandes revoluções industriais registradas ao longo da história estão esquematizadas no Quadro 1 a seguir:

Quadro 1

ÍTEM PRIMEIRA SEGUNDA TERCEIRA
ÉPOCA DE INÍCIO 1780 1870 1970
PAÍS LÍDER INGLATERRA ESTADOS UNIDOS JAPÃO
PRODUÇÃO CHAVE Indústria têxtil (algodoeira) Indústria automobilística Indústria automobilística e eletroeletrônica
PARADIGMA MANCHESTER FORD TOYOTA
BASE DE “HARDWARE” (MATERIAL) Máquina de fiar, tear mecânico, máquina a vapor, ferrovia, descaroçador de algodão Eletricidade,aço, eletromecânica, motor a explosão, petróleo, petroquímica Informática, máquinas CNC, robôs, sistemas integrados, telecomunicações, novos materiais, biotecnologia

BASE DE “SOFTWARE” (ORGANIZACIONAL) Produção fabril, trabalho assalariado Produção em série, linha de montagem, rigidez, especialização, separação gerência-execução Produção flexível, ilha de produção, “just in time”, qualidade total, integração gerência-execução
(Continua)

Quadro 1 (Continuação)

ÍTEM PRIMEIRA SEGUNDA TERCEIRA
TRABALHO Semi-artesanal, qualificado, “poroso”, pesado, insalubre Especializado, fragmentado, não-qualificado, intenso, rotineiro, insalubre, hierarquizado Polivalente, integrado, em equipe, intensíssimo, flexível, estressante, menos hierarquia
VOLUME DE INVESTIMENTOS Baixo Alto Altíssimo

RELAÇÃO INTEREMPRESAS Livre concorrência
Monopólio, forte verticalização Monopólio, forte horizontalização (terceirização), formação de megablocos comerciais

ESCALA Local, nacional, internacional Nacional, internacional Internacional, global
DOUTRINA Liberalismo (Adam Smith, David Ricardo) Liberalismo até 1930; Keynesianismo pós-1930 Neoliberalismo
(Thatcher, Reagan)
PRODUTIVIDADE Grande elevação Grande elevação Grande elevação em ritmo vertiginoso
PRODUÇÃO Desencadeou ciclo de crescimento Desencadeou ciclo de crescimento Não desencadeou ciclo de crescimento
CONSUMO Grande expansão Grande expansão Tendência à estagnação

EMPREGO Forte expansão principalmente na indústria Forte expansão principalmente na grande indústria Forte retração principalmente na indústria, trabalho parcial, precário, informal

REAÇÃO DOS TRABALHADORES Perplexidade, quebra de máquinas, cooperativismo, primeiros sindicatos Perplexidade, reforço dos sindicatos, conquistas sociais (salários, previdência, jornada de trabalho, contrato coletivo) Perplexidade, dessindicalização, fragmentação, tendência à “parceria” assumida ou conflitiva
1ª Revolução Industrial

A Primeira Revolução Industrial ocorreu em 1780, na Inglaterra, quando as máquinas à vapor foram aprimoradas de maneira que pudessem ser introduzidas nos processos de manufatura das indústrias têxteis, siderúrgicas e metalúrgicas, tendo como fonte de energia o carvão. A Primeira revolução Industrial é chamada de “era do carvão e do ferro”. Embora tenha causado mudanças não só na indústria, mas também na agricultura, pecuária, comércio, etc., as mudanças mais profundas causadas pela Primeira Revolução Industrial foram nos meios de produção. Foi introduzida a prática mecânica, com máquinas a vapor e a carvão, o trabalho assalariado, a sociedade deixou de ser rural para ser urbana.As inovações tecnológicas feitas na Inglaterra contribuíram para o aumento na produtividade. Várias foram as inovações tecnológicas do início da Primeira Revolução industrial, entre elas o tear mecânico, o bastidor hidráulico, a máquina de fiar híbrida, a máquina a vapor, o barco a vapor, a locomotiva, etc. todas estas invenções causaram revoluções no modo de produção.

2ª Revolução Industrial

A Segunda Revolução Industrial ocorreu quase um século depois, em 1870, em vários países da Europa, Ásia além dos Estados Unidos, quando o aço, os motores elétricos e os combustíveis derivados do petróleo passaram a incrementar os processos produtivos em massa de indústrias automobilísticas, químicas, petrolíferas, entre outras. A Segunda Revolução Industrial ficou conhecida como a “era do aço e da eletricidade”. Entre as invenções surgidas nessa época, estão o processo de Bessemer de transformação do ferro em aço, que permitiu a produção do aço em larga escala, o dínamo, que permitiu a substituição do vapor pela eletricidade e o motor de combustão interna, que permitiu a utilização do petróleo em larga escala, criando condições para a invenção do automóvel e do avião. As invenções da Segunda Revolução Industrial foram os principais recursos tecnológicos usados por Henry Ford para desenvolver o sistema de produção conhecido como Fordismo.Baseado nos avanços tecnológicos da Segunda Revolução Industrial e no meio de gestão de trabalho chamado Taylorismo, o Fordismo foi o processo de obtenção e acumulação do capital vigente no mundo até a década de 1970. O Fordismo tem como objetivo a produção em larga escala, que necessita de um consumo também em larga escala. Surgiu então, a produção estandardizada (padronizada). O Taylorismo surgiu no começo do século XX, criado por Frederick W. Taylor e era uma forma de gestão empresarial, não uma nova forma de produção. Seu objetivo era tornar o trabalhador mais produtivo.

3ª Revolução Industrial

A Terceira Revolução Industrial aconteceu um século depois da Segunda Revolução Industrial, no Japão e nos Estados Unidos, há quase 50 anos, em 1970, quando, com o avanço da eletrônica e dos sistemas computadorizados e robóticos, as linhas de produção das indústrias de microeletrônica, informática, entre outras, passaram a ser automatizadas. A Terceira Revolução Industrial resultou da crise do Fordismo que aconteceu através do aumento desemprego, da queda nos níveis de investimento e da crise fiscal do estado dando origem a um novo padrão de acumulação de capital e de organização da produção, padrão este que vem sendo chamado pelos estudiosos de Toyotismo através do qual quase não há desperdício, pois só se produz o necessário, a produção é mais rápida e com mais qualidade e há a necessidade de menos mão de obra, pois quase todo o maquinário é automático, robotizado. OToyotismo começou a ser implantado em 1962 pelo Toyota no Japão e tem como principal característica e objetivo a produção somente do necessário e no menor tempo. É o just-in-timeque é um sistema flexível de produção, pois trabalha com exigências mais individualizadas de consumo.

O Toyotismo necessita de um trabalhador ágil que saiba trabalhar com várias máquinas ao mesmo tempo criando também um homem flexível frente à maquina. O trabalho passa a ser em equipe e cada membro da equipe é responsável por supervisionar a si e aos outros. Há uma horizontalização dos serviços no Toyotismo. As grandes fábricas terceirizam seus serviços, precisando assim de dispor de menor quantidade de mão-de-obra e difundindo seu Know-how pelas empresas subsidiadas. Começa-se então a propagação das vantagens e métodos do Toyotismo. Ao contrário do Fordismo, onde a produção determina a demanda, no Toyotismo, a demanda determina a produção, isso é: só se produz o que é pedido, por isso se produz mais rápido e melhor. Com o Toyotismo veio o fim da produção em massa. Entre as inovações organizacionais e de gestão destacam-se o Controle da Qualidade Total (TQC) e a Reengenharia que se constituem em estratégias que facilitam a adaptação das empresas à nova configuração da competitividade internacional, exigindo mudanças não só técnicas, mas também de comportamentos e de valores.

A 4ª Revolução Industrial em curso

Agora vivemos a Quarta Revolução Industrial com o advento da Indústria 4.0 que tem como base algumas tecnologias comuns do nosso dia a dia, que estão sendo potencializadas para a aplicação na manufatura, que possibilitam o surgimento das fábricas inteligentes. O termo Indústria 4.0 surgiu na Feira de Hannover, Alemanha, em 2011. Na ocasião, Siegfried Dais (Robert Bosch) e Kagermann (German Academy of Science and Engineering) lideraram um estudo de implementação deste modelo de indústria para o Governo Federal Alemão. Publicado em 2013, o estudo tratou da conexão entre máquinas, sistemas e ativos que possibilitam às indústrias o controle exato de cada etapa da cadeia de valor, para tornarem suas fábricas inteligentes. Uma fábrica inteligente é aquela que consegue alcançar cada vez mais eficiência, de forma autônoma e customizável, para conseguir prever falhas, agendar manutenções, se adaptar ao que não foi planejado de maneira ágil e versátil, consultando dados históricos, digitalizando processos em um ambiente onde sistemas, máquinas e ativos estão interligados e seguros. As principais tecnologias que integram a Indústria 4,0 são:

Internet das Coisas (IoT);
Impressão 3D;
Manufatura híbrida;
Sistemas de simulação;
Computação em nuvem;
Sensores e atuadores;
Big data;
Sistemas de conexão entre máquinas;
Infraestrutura de comunicação;
Inteligência artificial;
Robótica avançada.

Agora, temos a indústria conectada e as fábricas inteligentes com tudo conectado à internet (IoT), o que foi facilitado pelo uso do Wireless (que possibilita a ampla utilização das redes sem fio), pela Virtualização (diversos computadores interligados a partir de softwares), pelo uso de Cloud (todas as informações compartilhadas e disponibilizadas pela nuvem), pela assertividade do Big Data (milhares de dados reunidos de forma inteligível para facilitar a tomada de decisões) e pela possibilidade de coletar informações e gerar mais dados importante, com o rastreamento dos materiais. Hoje, temos a indústria conectada e as fábricas inteligentes com linhas de produção totalmente automatizadas com máquinas inteligentes com o uso de tecnologias disruptivas, sem a presença humana, totalmente conectada e agindo de forma autônoma.

A Quarta Revolução Industrial se caracteriza pela aplicação da inteligência artificial a seus sistemas produtivos e de gestão. Sistemas que simulam a inteligência humana, com sua capacidade de raciocínio, resolução de problemas e tomadas de decisões – essa é a chamada inteligência artificial (IA). A inteligência artificial é um conjunto de tecnologias que atuam com a manipulação de dados e impacta todos os setores da sociedade. Pesquisa da Accenture avaliou o impacto da IA em 12 economias desenvolvidas e revelou que poderá duplicar as taxas de crescimento econômico anual até 2035 e que o impacto das tecnologias de IA sobre o setor empresarial aumentará a produtividade da força de trabalho em até 40% permitindo a otimização do tempo. Sundar Pichai, CEO do Google, disse que a inteligência artificial é tão revolucionária quanto o fogo e a eletricidade para a humanidade. A IA, como também é chamada, está em aplicativos de celulares, jogos, programas de segurança de computador e algoritmos de serviços de streaming, redes sociais e muito mais, como o site de busca mais usado do mundo, o Google. A inteligência artificial é um ramo da informática que visa criar máquinas inteligentes.

A inteligência artificial e os sistemas produtivos

A IA pode substituir o ser humano nas atividades de produção, mas, pode aumentar ao máximo a sua produtividade.Segundo dados expostos pela Accenture em uma de suas pesquisas, até 2035, a IA contribuirá para um aumento de até 40% da produtividade do setor industrial, diminuindo custos e aumentando a produção de manufaturas ao redor do globo.O panorama atual dos sistemas de IA permite que eles entendam todo o processo produtivo e de negócios e identifiquem, de forma automática, quais são os principais problemas que devem ser resolvidos.Uma rede neural é capaz de analisar mais de um bilhão de dados em poucos segundos, sendo uma ferramenta incrível para apoiar um tomador de decisões dentro de uma empresa, garantindo, assim, a melhor opção dentre as possíveis.Como os dados coletados são constantemente atualizados, os sistemas de IA sempre atualizam, também, seus resultados, viabilizando que os gestores tenham acesso a informações recentes de variações ocorridas no mercado de atuação da empresa.Entre os benefícios da IA para os sistemas produtivos estão:

Confiabilidade das decisões: a automatização e disponibilidade de dados permite tomadas de decisão conscientes, com confiança de que serão as melhores alternativas sempre.

Insights: além de buscar por informações em determinados momentos, analisar os dados apresentados pela IA também pode gerar oportunidades de negócios que não teriam sido visualizadas de outra forma.

Segurança: manter sistemas de IA dentro da empresa ajuda a evitar erros e vazamentos de dados por parte de colaboradores, uma vez que seu contato com as informações diminui consideravelmente e vários processos passam a ser realizados pelo sistema.
São vários os exemplos de aplicação de IA no setor empresarial com o objetivo de auxiliar e melhorar a produtividade.

Veja alguns exemplos de como a Inteligência Artificial vem sendo utilizada:

Assistentes virtuais

Temos vários exemplos de assistentes virtuais que se utilizam de tecnologias como Reconhecimento de Voz para captar e entender as demandas de seus usuários e processar comandos.Mesmo que essa tecnologia ainda não tenha garantido um lugar cativo dentro dos escritórios, já é possível utilizar as assistentes virtuais para diversas atividades, o que facilita a vida dos colaboradores e melhora a sua produtividade.Por exemplo, esses sistemas já são capazes de marcar reuniões, administrar agendas, realizar pesquisas, dentre outras atividades, todas coordenadas por comandos de voz, facilitando a vida dos colaboradores de uma empresa.Os principais players do mercado atualmente são a Amazon, com a sua solução Alexa, a Microsoft com a assistente Cortana, a Apple com a famosa Siri e o Google Assistente, da gigante das buscas.

Previsão de demanda

A IA e o aprendizado de máquina permitem que suas soluções prevejam demandas do mercado por meio de modelos matemáticos complexos, o que é uma ótima maneira de estar um passo à frente da concorrência.Uma vez que os sistemas de IA identificam uma oportunidade futura de negócios, eles podem repassar essa informação ao tomador de decisão, que decide qual atitude irá tomar diante da previsão.

Identificação de ameaças

A segurança da informação dentro de uma empresa é fundamental para garantir a continuidade dos negócios e, consequentemente, a sua produtividade. A IA pode ser utilizada para realizar levantamentos constantes da infraestrutura da empresa e garantir a sua proteção.Além disso, soluções de inteligência artificial podem realizar a manutenção preventiva de diversos sistemas, evitando, assim, que eles fiquem desatualizados ou apresentem lentidão, o que pode acabar afetando os processos da empresa.

Verificar a satisfação de colaboradores

A alta rotatividade de funcionários pode acabar se tornando um problema para a produtividade, pois a empresa perde tempo com treinamentos, sendo que o colaborador perde o interesse ou busca outras oportunidades pouco tempo depois.Soluções de IA podem acompanhar os colaboradores, analisando seus dados e identificando insatisfações, dessa forma, auxiliando o setor de RH a tomar as medidas necessárias para manter o profissional satisfeito e produtivo.

Os investimentos em tecnologias que se utilizem da IA para aumentar a produtividade empresarial tendem a aumentar gradativamente. As empresas poderão lançar mão de diversas estratégias para se manterem competitivas no mercado. Porém, é preciso que desde já exista um investimento em transformação digital e processos cada vez mais enxutos para se aproveitar dessa evolução. Organizações que deixam de realizar essa adaptação podem estar selando o seu destino ao fracasso, uma vez que não poderão mais acompanhar o ritmo frenético da evolução das tecnologias.

O Brasil e o desenvolvimento industrial

De modo geral, as empresas são o centro da inovação em uma sociedade capitalista. É por meio delas que as tecnologias, invenções, produtos, enfim, ideias, chegam ao mercado. A grande maioria das grandes empresas nos países capitalistas centrais possui áreas inteiras dedicadas à inovação, com laboratórios de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que contam com diversos pesquisadores. A contribuição das empresas em P&D no Brasil é muito pequena. Este fato explica porque o Brasil continua sendo um dos países menos inovadores do mundo. A mais recente versão do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), relatório que mapeia o nível de empreendedorismo no mundo, mostra que o nível de inovação no Brasil pouco cresceu nos últimos anos. De acordo com o levantamento, pouco mais de 10% dos novos negócios no País trazem ao mercado produtos e serviços verdadeiramente inovadores, o que coloca o Brasil no mesmo patamar de Trinidad & Tobago e à frente apenas de Bangladesh, onde o índice é de 10%. Em 2011, o Brasil apareceu na última posição, com menos de 10% de negócios inovadores.

O Brasil se defronta com a falta de inovação por parte da empresa brasileira porque é um país de industrialização tardia que ocorreu a partir de 1930, 150 anos após a 1ª Revolução Industrial na Inglaterra, além de estar sofrendo um processo de desindustrialização que se iniciou em 1985 e que se aprofundou a partir de 1990 quando foi implantado o modelo neoliberal de abertura da economia brasileira aos produtos importados e investimentos estrangeiros, especialmente na indústria. Na década de 1980, a participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) era de 33% e hoje, não passa de 11,3% quase igual ao registrado em 1947 que foi de 11,9%. Isto significa dizer que houve desindustrialização do País. A subordinação do Brasil ao capital internacional no setor industrial e em outros setores da economia brasileira explica porque ele está entre os últimos países colocados em termos de inovação. As empresas estrangeiras aqui instaladas pouco contribuem para o desenvolvimento da Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) haja vista possuir seus centros de pesquisa nos países capitalistas desenvolvidos.

Lamentavelmente, a maioria das indústrias brasileiras ainda não está preparada para utilizar os sistemas rumo à indústria 4.0 porque, além dos fatores acima descritos, elas foram afetadas profundamente pela crise econômica recessiva que atinge o Brasil desde 2014. Além disso, desde 1980 não há política industrial e de comércio exterior que contribua para o desenvolvimento da indústria brasileira. O total de empresas no Brasil que adota as tecnologias da Indústria 4.0 é de apenas 2%. Para superar as deficiências atuais do Brasil, é fundamental que o governo brasileiro desenvolva gigantesco esforço investindo em P&D nas Universidades e Institutos de Pesquisa públicos, além de colocar o setor privado nacional no centro do esforço de inovação para promover o progresso econômico e tecnológico do País.

REFERÊNCIAS

AGUILHAR,Ligia. Brasil continua sendo um dos países menos inovadores do mundo. Disponível no website <http://blogs.pme.estadao.com.br/inovar-e-preciso/brasil-continua-sendo-um-dos-paises-menos-inovadores-do-mundo/>.

ALCOFORADO, Fernando. A Invenção de um novo Brasil. Curitiba: Editora CRV, 2017.
______________________. As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo. Curitiba: Editora CRV, 2016.

______________________. Globalização e Desenvolvimento. São Paulo: Editora Nobel, 2006.

*Fernando Alcoforado, 79, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017) e Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Bahiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria).

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